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As intervenções do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde mental e psiquiatria para os familiares das pessoas com o diagnóstico médico de esquizofrenia

Author(s): Tomás, Margarida

Date: 2013

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/6271

Origin: Instituto Politécnico de Setúbal

Subject(s): Esquizofrenia; Família; Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria; Metodologia de trabalho de projeto; Schizophrenia; Family; Psychiatric and mental health nursing; Project work methodology


Description

A esquizofrenia é uma doença mental, com um impacto multifacetado, que afeta não só a própria pessoa com a doença, mas também todos os sistemas que estão à sua volta, nomeadamente a família. Conscientes de que as políticas de saúde claramente advogam um modelo de cuidados comunitário, que tem implicado um aumento da participação e responsabilidade, por parte do doente e da sua família, no projeto terapêutico, o objetivo deste trabalho é desenvolver uma intervenção de enfermagem de saúde mental e psiquiatria que dê resposta às necessidades dos familiares das pessoas com o diagnóstico médico de esquizofrenia. Com base na metodologia de trabalho de projeto, iniciou-se por estabelecer um diagnóstico de situação, num serviço de saúde português de psiquiatria, que revelou: sobrecarga por stress. Posto isto, planeou-se uma intervenção de psicoeducação breve, com abordagem cognitivocomportamental, sem inclusão do doente, cujo principal objetivo foi ajudar os familiares a alcançarem o seu nível de adaptação face à doença do seu familiar, com foco sobre a redução da sua sobrecarga. Foram realizadas cinco sessões quinzenais com uma participação média de 8 familiares por sessão, na sua maioria pais e mães. Os resultados obtidos globalmente evidenciam que os familiares consideram importante a concretização de intervenções familiares psicoeducativas, verificando-se que 62,5% voltaria sem dúvida a participar nesta intervenção. Também mostraram satisfação com os conteúdos e metodologia adotados, considerando a intervenção muito útil porque permitiu-lhes: ganhar conhecimentos que irão ajudar a lidar melhor com o doente; e partilhar experiências, preocupações e dificuldades vividas com o mesmo. Consequentemente verificou-se a necessidade de oferecer intervenções familiares psicoeducativas, de diversos formatos, que permitam abranger as mais diversas famílias. Dever-se-á optar preferencialmente por intervenções estruturadas, com efetividade documentada, que incluam uma duração mínima de 9 meses ou 10 sessões, que englobem o doente, com uma abordagem cognitivocomportamental. Todavia, há famílias que podem não reunir todas as condições necessárias (e.g. não ser recomendável a inclusão do doente ou nem todos os membros do agregado familiar estão dispostos a participar) pelo que consideramos que devem continuar a ser proporcionadas intervenções que não incluam o doente (como a que realizámos), mas com uma duração mínima de 10 sessões.

Abstract: Schizophrenia is a mental disease, with a multifaceted impact, that affects not only the person with the disease itself, but also all the systems that are around, especially the family. With the awareness that health policies clearly advocates a community care model, that implies an increase of participation and responsibility on the therapeutic project, by the patient and family, our objective is to develop a psychiatric and mental health nursing intervention that will address the needs of the relatives of people with a medical diagnosis of schizophrenia. Based on a project work methodology, we began by establishing a situation diagnosis, in a portuguese psychiatric health service, that revealed: stress burden. That said, it was planned a brief psychoeducational intervention with a cognitive-behavioral approach, without including the patient, with the purpose to help families achieve their adaptation level regarding the illness of their relative, focusing on reducing their burden of care. A total of five sessions were held, with a fortnightly occurrence and an average of 8 relatives per session, mostly parents. Overall, the results express that the relatives considered important to implement psychoeducational family interventions, verifying that 62.5% would return undoubtedly to participate in this intervention. They were also pleased with the content and methodology used in the intervention, considering it very useful because it allowed them to: gain knowledge that will help them to cope better with the patient; and share experiences, concerns and difficulties felt with the patient. So, there is a need to provide different formats of psychoeducational family interventions, in order to meet the needs of various families. There should be a preference for structured interventions with proved effectiveness, which includes a minimum duration of 9 months or 10 sessions, the patient, and a cognitive-behavioral approach. However, there are families who may not meet all the required conditions (e.g. the patient may not be advisable to include in the intervention or there may be household members which aren’t willing to participate) so it should continue to be offered an intervention that doesn’t include the patient (like the one we did), but with a minimum of 10 sessions.

Relatório do Trabalho de Projeto do Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Ramos, Lino
Contributor(s) Tomás, Margarida
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