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As Unidades a Cavalo na Contra-subversão no Ultramar Português

Author(s): Pinto, Luís

Date: 2010

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/8901

Origin: Academia Militar

Subject(s): Contra-subversão; Guerra do Ultramar; Dragões; Leste de Angola; Caçadores.


Description

No início da década de 60 Portugal foi confrontado com acções de movimentos independentistas nas suas províncias ultramarinas. Inicialmente é Angola com os seus movimentos subversivos a primeira das três províncias a entrar em guerra. A resposta portuguesa é rápida e surge pouco depois do inicio do conflito com a doutrina portuguesa de contra-subversão em que é apresentada como base do exército as forças de caçadores. Estas forças bastante semelhantes com as de Infantaria mas mais aligeiradas começam a apresentar algumas lacunas, principalmente para cumprir missões como forças de intervenção. São então criadas várias forças com o intuito de suprimir essas falhas e realizar um eficaz combate à subversão. Para além das Forças Especiais Portugal começa a utilizar forças de nativos e até tropa a cavalo, também denominados Dragões. Embora inicialmente esta ideia fosse um pouco controversa a verdade é que depois da experiência em 1967 no Leste de Angola com um pelotão e de se ter provado a eficácia desta força em terreno favorável começa a ser constituído um Esquadrão a cavalo. Pouco tempo depois formava-se o segundo e a experiência alargava-se à província de Moçambique. A velocidade, as cargas, o raio de acção elevado e uma autonomia superior são apenas algumas das vantagens que esta força possuía face aos caçadores. Tacticamente os Dragões começam por fazer operações de reconhecimento mas rapidamente passam a executar operações planeadas devido não só às suas capacidades o permitirem mas também aos reduzidos efectivos das guerrilhas inimigas. Este tipo de força inicialmente duvidosa torna-se num dos mais eficazes investimentos do Exército na luta contra a subversão e acaba mesmo por ser copiada anos mais tarde na Rodésia e na África do Sul.

Abstract In the early 60’s Portugal was confronted by independence movements actions in its Ultramar provinces. Initially is Angola with their insurgency movements the first of three provinces to became at war. The Portuguese response is fast and comes shortly after the beginning of the conflict with the Portuguese doctrine of counterinsurgency where is shown as army base forces the light Infantry. These forces, very similar to the infantry but slightest, have started to show some shortcomings, particularly to accomplish the missions of intervention forces. Are then created several forces in order to eliminate those gaps and achieve an effective fight against insurgency. In addition to the Special Forces Portugal start to use native forces and horseback troops, also known as Dragoons. Although initially the idea was a little controversial the truth is that after the experience in 1967 in the East of Angola with a squad where was proved the effectiveness ofthis force on favorable ground begins to be established a Horse Squadron. Shortly after it was established the second and the experience broadened to the province of Mozambique. The speed, the charges, the high radius of action and the superior autonomy are just some of the advantages that this kind of force had compared to the light Infantry. Tactically, the Dragoons began by doing reconnaissance operations but soon started executing planned operations not just because of their abilities but also because of the limited guerrilla enemy staff. This type of force initially dubious becomes one of the most effective Army’s investments in the fight against insurgency and some years later it was copied in Rhodesia and South Africa.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Contributor(s) Pinto, Luís
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