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Fazer um ser pelo nascer! A influência do método psicoprofiláctico na preparação para o nascimento

Author(s): Frias, Ana Maria Aguiar

Date: 2009

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10174/11116

Origin: Repositório Científico da Universidade de Évora

Subject(s): Preparação psicoprofiláctica para o nascimento; Percepção da experiência do nascimento; Controlo da dor; Bonding


Description

Aprender a cuidar-se na gravidez, a enfrentar a dor do trabalho de parto e a lidar com os desafios do quotidiano inerentes à maternidade, são preocupações do casal mas também dos profissionais de saúde. A ansiedade e o mal-estar associados ao parto devem ser reduzidos, no sentido de minimizar alguns dos seus efeitos adversos: aumento do tempo de trabalho de parto, partos distócicos e um maior uso de analgésicos. A informação proporcionada à grávida acerca das alterações físicas e emocionais, a repercussão na qualidade de vida e o modo de geri-Ias e encarar a gravidez e o parto de forma serena e confiante são aspectos fundamentais a levar em conta na Preparação para o Nascimento. Importa que grávida/casal aproveite a fase da gravidez, como período de aprendizagem e que se adapte intra e inter pessoalmente à ideia da maternidade/paternidade. Neste estudo, abordamos a gravidez e o parto sob o ponto de vista fisiológico, psicológico e sociocultural, sendo o objecto do estudo a Preparação Psicoprofiláctica para o Nascimento. Esta investigação de natureza quantitativa, de carácter exploratório e descritivo-correlacional, tem como objectivo conhecer a influência do Método Psicoprofiláctico na percepção da experiência vivida durante o trabalho de parto e no envolvimento emocional da mãe ao recém-nascido. Trata-se de um estudo quasi-experimental de carácter comparativo. Para a colheita de dados foi utilizado um questionário, constituído pelas Escalas Labour Agentry Scale (LAS), Childbirth Perception Questionnaire (CPQ), Postpartum Perception Questionnaire (PPQ), Escala Visual Analógica e Escala Verbal da Dor e, ainda, a Escala de Bonding, para além de várias questões sobre a caracterização sócio-demográfica e dados obstétricos. O questionário foi aplicado entre as 24 e 48 horas pós-parto. Recorreu-se a uma amostra não-probabilistica de conveniência, constituída por 385 puérperas primíparas, com idades entre os 20 e os 34 anos, de nacionalidade Portuguesa, cujo nascimento do(a) filho(a) foi por via vaginal, sem analgesia epidural e realizado o parto, nos serviços de obstetrícia dos hospitais de Abrantes, Barreiro, Beja, Évora e Santarém. Da amostra total, 178 (46%) fizeram o Curso de Preparação Psicoprofiláctica para o Nascimento (CPPN) e 207 (54%) não realizaram o referido curso (SPPN). A maioria das participantes são casadas ou encontram-se em união de facto. Quanto aos dados obstétricos verificámos que a maior percentagem de grávidas, que apresentavam já início do trabalho de parto quando foram admitidas na maternidade, tinha realizado Preparação Psicoprofiláctica para o Nascimento, e que, consequentemente, a maior percentagem de grávidas que tiveram que induzir o parto não o tinham realizado. Todas as parturientes que estavam na fase activa do trabalho de parto quando foram admitidas nas maternidades, pertenciam ao grupo que realizou a preparação. / ABSTRACT - Learning to take care of themselves during pregnancy, to face the pain of labour and to deal with everyday challenges relating to maternity, are concerns for both the parents and health professionals. Anxiety and discomfort associated with delivery should be reduced, as to mitigate some of its adverse effects: longer time for completing labour, dystocia and increased use of analgesics. The information made available to pregnant women about physical and emotional changes, the impact on quality of life and a way to manage them and facing pregnancy and childbirth in a peaceful and confident fashion are crucial aspects in the process of Preparation for Birth. The pregnant woman / couple should indeed seize that time, which is quite unique, as a learning period and to organize themselves both personally and interpersonally for the ides of motherhood / fatherhood. In this study, we engage pregnancy and childbirth from physiological, psychological and socio-cultural points of view, the subject of the study being Psychoprophylactic Preparation for Birth. This research of quantitative nature and of exploratory and descriptive-correlational qualities, aims to determine the influence of the Psychoprophylactic Method on the perception of experiencing labour and on the emotional link between mother and newborn. It is a quasi experimental study of comparative character. For data collection we used a questionnaire consisting of the Labour Agentry Scale (LAS), the childbirth Perception Questionnaire (CPQ), the Postpartum Perception Questionnaire (PPQ), the Visual Analogue Scale (VAS), the Verbal Pain Scale (VPS) and the Bonding Scale (BS), in addition to several questions concerning socio-demographic and obstetric data. The questionnaire was applied inside the 24-48 hours postpartum period. A non-probability convenience sample was used, consisting of 385 primiparous parturiente, aged 20 to 34 years-old, of Portuguesa nationality, whose childbirth was vaginal without resorting to epidural analgesia, and delivered by the obstetric department of hospitals located in Abrantes, Barreiro, Beja, Évora and Santarém. Out of the complete sample, 178 (46%) attended the Psychoprophylactic Preparation for Birth Course (PPBC) and 207 (54%) did not. Most participants are married or part of an unmarried couple. As to the obstetric data, we verified that the majority of women who'd already started labour before checking-in to the maternity had indeed used Psychoprophylactic Preparation for Birth, and therefore, that the majority of pregnant women whose birth was induced, hadn't. Every pregnant women who were already in the active phase of labour when admitted to the maternities belonged to the group which used preparation. In order to examine these devised hypotheses we used parametric tests (Student's t-Test) and the nonparametric chi-square test. We stress out that the hypotheses concerning the perception of the childbirth experience are accepted:

Document Type Doctoral thesis
Language Portuguese
Contributor(s) Franco, Vítor Daniel Ferreira
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