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Para uma valorização dos itinerários comerciais romanos do Alto-Império no Atlântico: o papel do património cultural subaquático

Author(s): Bombico, Sónia Alexandra Rupio

Date: 2011

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10174/15302

Origin: Repositório Científico da Universidade de Évora

Subject(s): Rota atlântica; Época alto imperial romana; Património cultural subaquático; Itinerário cultural; Preservação do património histórico e cultural; Atlantic route; Early roman empire; Underwater cultural heritage; Cultural route; Preservation of historical and cultural heritage


Description

Os dados históricos e arqueológicos, reunidos nas últimas décadas, permitem definir formas de exploração dos recursos marinhos e sistemas produtivos enquadráveis no panorâma comercial marítimo da Lusitânia Romana, que permitiram o desenvolvimento de cidades com funções portuárias. Centros produtores de ânforas e fábricas de preparados de peixe surgem contextualizadas com as principais cidades marítimas da Lusitânia, desenhando o mapa do povoamento litoral e das rotas comerciais maritimas. Neste quadro, o Património Cultural Subaquático apresenta-se como o principal vestígio dos itinerários percorridos pelos romanos no Atlântico. Do conjunto do Património Cultural Subaquático, emergem materiais arqueológicos de fundeadouro e naufrágios que constituem as fontes arqueológicas directas para o estudo da economia antiga. Enquanto elemento de conexão entre as mercadorias transportadas (artefactos arqueológicos), o naufrágio é o alicerce da informação cultural susceptível de ser valorizada, podendo constituir o ponto de partida para a investigação e a “redescoberta” do itinerário percorrido. A Rota Atântica Romana apresenta-se como um modelo para a compreenção do conceito de Itinerário Cultural, anunciado na Carta dos Itinerários Culturais da ICOMOS (2008), cujos princípios se pautam por uma identificação abrangente dos vestígios e o seu estudo segundo um concepção multidisciplinar, pressupostos fundamentais para a sua boa gestão; ABSTRACT:The historical and archaeological data collected in the last decades allow us to identify mechanisms for the exploitation of marine resources and production systems that fit the Roman Lusitania maritime commercial overview, which allowed for the development of cities with harbour functions. Amphorae producing centres and fish product factories appear within the context of the main maritime cities of Lusitania, outlining the map of coastal settlements and commercial maritime routes. In this scope, the Underwater Cultural Heritage is the main vestige of the routes travelled by the Romans in the Atlantic Ocean. From the Underwater Cultural Heritage assemblage emerge anchorage and shipwreck archaeological materials that constitute direct archaeological sources for the study of the ancient economy. As a linking element among the goods transported (archaeological artefacts), the shipwreck is the foundation for the cultural information susceptible of being valued and may be the starting point for the research and “rediscovery” of the route. The Roman Atlantic Route is a model for the understanding of the concept of Cultural Route presented on The ICOMOS Charter on Cultural Routes (2008) whose principles are ruled by a comprehensive identification of the vestiges and their study according to a multidisciplinary vision – fundamental assumptions for their proper management.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Contributor(s) Barata, Filipe Themudo
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