Document details

“Whistle-blowers” at the police station: a history of treason

Author(s): Andringa, Diana

Date: 2013

Origin: Oasisbr

Subject(s): Literature; Portuguese Literature; Literatures of the Portuguese language; Prison, interrogation, torture, confession, treason; Literatura; Literatura Portuguesa; Literaturas de língua portuguesa; Prisão, interrogatório, tortura, confissão, traição


Description

From May 28th, 1926, to April 25th, 1974, Portugal endured Europe’s lon­ger dictatorship. In those years, milliards of anti-fascist militants passed through the political prisons, where they were tortured to reveal informa­tion about their organisations, and so contribute to their dismantlement. Many of those prisoners were unable to resist torture and – to use the jargon – “talked under interrogation”. A confession would not only make easier to prove, in court, their membership in forbidden organisations, but allow the arrest of other activists. It would also determine the banishment from the organisation. The case of one of those militants, who, after being arrested by the political police, PIDE, yields under torture and, after confessing his activity and denouncing his comrades, becomes a traitor, is the starting point for an analysis of the interrogation methods, the use of torture, the psychological mechanisms that may have contributed to the prisoner’s re­version. The author searches to obtain answers to the question “for what reason does one resist or yield under torture?”

De 28 de Maio de 1926 a 25 de Abril de 1974, Portugal viveu a mais longa ditadura europeia. Durante esse tempo, milhares de militantes anti-fascis­tas passaram pelas prisões da polícia política onde foram, muitas vezes, torturados, a fim de revelarem o que sabiam sobre as organizações em que militavam e contribuir, assim, para o seu desmantelamento. Sujeitos à tor­tura, incapazes de resistir, no jargão da época, “falaram na polícia”. Para lá de dar à polícia a possibilidade de provar, em tribunal, o seu envolvimento numa organização proibida, “falar na polícia” tinha como consequências a prisão de outros militantes e o afastamento da organização. Este artigo analisa a história de um desses militantes que, preso e torturado pela po­lícia política, PIDE, cede e, além de confessar a sua atividade e denunciar os seus camaradas, se torna um traidor. Pretende-se identificar a forma de atuação da polícia, a estratégia dos interrogatórios, a utilização da tortura, os mecanismos psicológicos que podem ter contribuido para a reversão ideológica do preso. Procura-se assim obter respostas para a pergunta “por que razão uma pessoa se aguenta e por que razão se não aguenta diante da polícia, durante a tortura?”.

Document Type Journal article
Language Portuguese
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