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Perspectivas dos recursos humanos e medicina do trabalho sobre stress no trabalho: um estudo exploratório

Author(s): Costa, Patrícia Lopes

Date: 2009

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10071/11390

Origin: Repositório do ISCTE-IUL

Subject(s): Stress no trabalho; Recursos humanos; Teorias leigas; Atribuições causais; Work stress; Human resources; Lay theories; Causal attributions


Description

Este trabalho tem como objecto as percepções de stress no trabalho de profissionais de Recursos Humanos e de Medicina do Trabalho, e baseia-se no conceito de teorias leigas e nas ideias da teoria da atribuição. Procuram-se os significados atribuídos ao conceito de stress por aqueles profissionais, actores organizacionais que podem de facto decidir como e quando intervir, de forma a explorar se o modo como eles pensam influencia aquilo que fazem em termos de intervenções preferencialmente realizadas. Foram realizados dois estudos. No primeiro, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas a 6 profissionais de Recursos Humanos e a 4 profissionais de Medicina do Trabalho de diversas empresas. Foi ainda pedido a estes profissionais que avaliassem a utilidade de um conjunto de intervenções e que indicassem quais já haviam sido realizadas nas empresas a que pertencem. Os dados do segundo estudo foram recolhidos através de questionários online, aos quais responderam 21 estudantes das áreas de RH e 8 profissionais das mesmas áreas. Este questionário focava-se igualmente nas percepções de stress e na avaliação da utilidade das mesmas intervenções. Os resultados indicam que aqueles profissionais não assumem a responsabilidade directa de lidar com o stress no trabalho, justificando-o pela existência de um conjunto de obstáculos à sua acção e pela crença de que o stress é inevitável. Não foi encontrada uma relação directa entre a utilidade atribuída às intervenções em stress e a sua real implementação. As perspectivas dos estudantes tendem a estar mais próximas das “boas práticas” defendidas na literatura. Apresenta-se uma discussão dos resultados e sugerem-se algumas pistas para futuros estudos.

The present study is aimed at HR Managers and Work Health professionals perceptions of work stress. Based on lay theories and attribution theory ideas, the meanings and ideas of the professionals who may actually decide how and when to intervene on work stress are explored, in order to understand if the way they think about it shapes or influences what they do, namely the kind of interventions they choose to do. Two different studies were made. On the first study, semi-structured interviews were conducted with a sample of 6 HR Managers and 4 Work Health professionals from several companies. These professionals were later asked to evaluate the perceived utility of some interventions. Data gathering on stress interventions that have been done on those companies was also collected. The data from the second study was gathered by an online survey, answered by 21 HR students ans 8 HR professionals. They were also asked about the meaning of stress and to evaluate the utility of the same interventions. Results show that those professionals do not take personal responsibility for managing work stress, a standpoint justified by the existence of a series of perceived obstacles and by the idea that stress is inevitable. A direct relationship between the perceived utility of stress interventions and its implementations was not found. Students tend to have opinions that are more in line with the “good practices” found in the literature. Implications of these findings are discussed and suggestions for further.

Classificações APA: 3600 – Industrial & Organizational Psychology; 3660 – Organizational Behavior; 3670 – Working conditions & Industrial Safety

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Silva, Sílvia Agostinho da
Contributor(s) Costa, Patrícia Lopes
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