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Ciberfeminismo em 140 caracteres: o caso da #EuParo no twitter

Author(s): Mousinho, Fabíola Cunha

Date: 2017

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10071/15613

Origin: Repositório do ISCTE-IUL

Subject(s): Sociologia da comunicação; Internet; Rede social; Movimentos feministas; Movimentos sociais; Cyberfeminism; Hashtag; Twitter; Digital activism; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Sociologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Sociologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Sociologia


Description

O desenvolvimento da internet, dos sites de redes sociais e das suas ferramentas transformou as dinâmicas de interação entre os indivíduos, sendo estas mudanças também perceptíveis em várias outras esferas. Não estando imune às relações de poder e contrapoder, o espaço digital configura-se como mais um local de disputa e, com base nessa premissa, os movimentos sociais reconfiguram os seus repertórios de ação. Acompanhando as transições na sociedade, os velhos, os novos e os novíssimos movimentos sociais têm as suas estruturas e dinâmicas adaptadas e vê-se o fortalecimento do ativismo digital como uma alternativa de atuação política. Neste aspecto, o movimento feminista e, em especial, o ciberfeminismo social apresenta-se como um exemplo marcante do uso das redes sociais online como meio de informação e mobilização. Através de mecanismos mais criativos, como blogs, vídeos, protestos virtuais com o uso da "hashtag", os coletivos feministas aproveitam-se da autonomia comunicativa para propagar as suas reivindicações. Com o objetivo de compreender como as narrativas coletivas são estabelecidas no site de rede social Twitter investigou-se a rede de conversação em torno da partilha da "hashtag" EuParo e da Greve Internacional de Mulheres, ocorrida no dia 08 de março de 2017. Para isso, fez-se uma recolha de 4078 tweets no dia 08 de março através da ferramenta Twitonomy que permitiu a identificação das vozes dominantes, dos pontos principais de preocupação, do posicionamento e comprometimento das participantes e também o alinhamento entre a #EuParo e outras temáticas, além do reconhecimento das estratégias e os principais conteúdos que circularam neste protesto.

The development of the internet, social networking sites and their tools has transformed the dynamics of interaction between individuals and these changes are also noticeable in several other spheres. Not being immune to relations of power and counterpower, the digital space configures itself as another area of dispute and, based on this premise, social movements reconfigure their repertoires of action. Accompanying the transitions in society, the old, the new and the ‘new new’ social movements have their structures and dynamics adapted and the strengthening of digital activism is seen as an alternative of political action. In this respect, the feminist movement and the social cyberfeminism is a striking example of the use of online social networks as a means of information and mobilization. Through more creative mechanisms such as blogs, videos, virtual protests with the use of hashtag, feminist collectives take advantage of communicative autonomy to propagate their claims. In order to understand how the collective narratives are established in Twitter, the conversation network established around the sharing of the hashtag EuParo and the International Strike of Women, which occurred on March 8 / 2017, was analyzed. Therefore, a total of 4078 tweets were collected on March 8th through the Twitonomy tool which enabled the identification of the dominant voices, the main points of concern, the positioning and commitment of the participants and also in the alignment between #EuParo and others, as well as recognizing how the strategy and main contents circulated in this protest.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Farinha, Inês Conceição
Contributor(s) Mousinho, Fabíola Cunha
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