Document details

Desenho para um planeta vivo : biofilia uma solução para o urbanismo e arquitectura sustentáveis

Author(s): Santos, Vanessa Isabel Manzarra, 1987-

Date: 2017

Persistent ID: http://hdl.handle.net/11067/2979

Origin: Lusíada - Repositório das Universidades Lusíada

Subject(s): Planeamento urbano - Aspectos ambientais; Arquitectura - Aspectos ambientais; Agricultura urbana; Vitoria-Gasteiz (País Basco, Espanha) - Edifícios, estruturas, etc.


Description

Será possível desenvolver um urbanismo e arquitectura que fortaleça e amplie a diversidade de vida ao invés de diminui-la, ensinando aos seus moradores que estes estão intimamente ligados numa vasta e magnífica sinfonia que, não estando sozinhos, estão conectados, não só entre si, mas com as casas, os terrenos, as bacias hidrográficas, os animais e vegetais, os ecossistemas, os vales e montanhas, a bioregião, a biosfera e a cosmo-esfera? E se for possível um urbanismo assim pensado, como será a densidade urbana, os usos, a malha, os transportes, os jardins? Como estabelecer um urbanismo biofílico? Como estabelecer uma arquitectura biofílica? O ser humano não é uma máquina, como ensina a visão reducionista, mas um ser vivo, um organismo em relação com o seu planeta. Um ser vivo, desde um microrganismo a um ser humano, nunca se apresenta fragmentado, é um sistema complexo, composto por partes interconectadas e com os seus ciclos, teias e redes, dotado da capacidade de replicação. Biophilics CityProject procura reinventar as cidades retomando a valores como: a conservação da natureza, o contacto com o campo dentro e fora da cidade, a promoção da educação e valorização do ambiente, a agricultura, passeios pedonais, meios de transporte alternativos, corredores ecológicos etc. A arquitectura biofílica é entendida como uma extensão deste urbanismo que, por sua vez, empurra a natureza para dentro do edifício, convidando luz solar, ar puro, água, bem como o solo ou mesmo os elementos vegetais que deste brotam para dentro do edifício, numa vasta fusão entre elementos construídos e naturais que apelam para um novo sentido de vida Vitoria-Gasteiz ganhou o prémio de cidade verde em 2012 e, por isso, foi motivo do meu estudo. Esta cidade é exemplar por, entre outros aspectos, metade das deslocações dentro desta, serem feitas a pé com uma diminuição de 45% do uso de veículos privados, com 42 metros quadrados de área verde por habitante, há instalação massiva de energias renováveis, os resíduos sólidos são tratados devidamente, há 95 km de ciclovias e foi implementado um sistema de hortas e jardins comunitários. Como pressuposto, existem também nessa cidade alguns edifícios exemplo e icónicos (Palácio Europa), que nos levam a ter esperança num futuro melhor, com uma arquitectura que contribua para uma melhor qualidade de vida das populações, em suma... mais biofílica.

Dissertação de mestrado integrado em Arquitectura, Universidade Lusíada de Lisboa, 2016

Exame público realizado em 3 de Março de 2017

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Sequeira, Maria Luisa Alves de Paiva Meneses de, 1966-
Contributor(s) Santos, Vanessa Isabel Manzarra, 1987-
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