Document details

Capitéis romanos da Lusitânia Ocidental

Author(s): Fernandes, Lídia Maria Marques

Date: 1997

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10362/27979

Origin: Repositório Institucional da UNL

Subject(s): Capitéis romanos; Arquitectura romana; Vestígios arqueológicos; Lusitânia (Espanha e Portugal: jur. pass.); Domínio/Área Científica::Humanidades::Outras Humanidades; Domínio/Área Científica::Humanidades::Outras Humanidades; Domínio/Área Científica::Humanidades::Outras Humanidades


Description

Refere Vitrúvio no Proémio do seu Livro I: "Cum vero adtenderem te non solum de vtta communi omnium curam puhlicaeque rei constitutionem habere sed etiam de opportunitate publtcorum aediftciorum, ut civitas per te non solum provinciis esset aucta, verum etiam ut maiestas imperii pubiicorum aediftciorum egregias haberet auctoritates ..."'. Ou seja, a arquitectura, reguladora da formação e aumento das cidades, era da mesma forma, o garante da majestade do próprio Império, porquanto transpunha a dignificação do mesmo plasmada nos edifícios públicos por ele construídos. O fim propagandístico desta consciencialização é bem evidente na teorização da nova dispositivo arquitectónica. Sujeita a um decoro, simetria e correcta distribuição, a ordem, considerada enquanto a correcta aplicacão das partes - entablamento, coluna e embasamento - num dado conjunto irá corresponder qualquer que seja o espaco da sua aplicacâo, a um arquétipo, mais ou menos próximo, mais ou menos adulterado, do modelo original consagrado em solo itálico A "ordem arquitectónica", assimilada a uma correcta proporção das partes num todo, dependendo da dimensão modular para a projecção tridimensional de um modelo conceptual, baseava as suas regras nos ornamentos tangíveis, que se tornavam, mais que em elementos parcelares de um todo uno, num signo participante, possibilitando a quem os media, talhava e cortava, e a quem os observava, a consciência tranquila de fazer parte de uma ordem ditada por semi-deuses. Considerada a coluna como o vocábulo fundamental da nova linguagem arquitectónica, o valor alegórico adscrito a cada uma delas, enquanto garante de uma origem quase divina que não admitia réplica e como premissa da sua imutabilidade, era um dado a não esquecer, facto que Vitruvio não olvidou descrevendo com minúcia a origem lendária de cada ordem, de cada coluna e de cada capitel.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Contributor(s) Fernandes, Lídia Maria Marques
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