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Resiliência em Centenários Portugueses

Author(s): Amaral, Ana Paula Saraiva

Date: 2016

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.6/5791

Origin: uBibliorum

Subject(s): Centenários; Dor; Longevidade; Resiliência; Saúde.; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia


Description

O número de centenários tem aumentado significativamente nas últimas décadas, sendo um dos subgrupos etários em maior crescimento. O envelhecimento encontra-se frequentemente associado a perdas no domínio social, funcional e cognitivo. Neste âmbito, a resiliência é fundamental ao longo do ciclo de vida, para a adaptação e superação da adversidade. O presente estudo insere-se, no PT-100 – Estudo de Centenários do Porto e objetiva avaliar a resiliência numa amostra de centenários portugueses, e analisar a sua relação com variáveis sociodemográficas, acontecimentos de vida e saúde. Para a avaliação da resiliência, foi criado um score de resiliência, utilizado anteriormente em estudos com centenários. Foram selecionados para o estudo, centenários que responderam às questões do protocolo do PT-100, que compõem o score de resiliência. A amostra incluiu 48 centenários com uma média de idade de 100.8 anos (DP = 1.2), sendo a maioria do sexo feminino (83.3%), viúva (85.4%), residente na comunidade (60.4%) e com pelo menos um ano de escolaridade (58.3%). Os resultados obtidos não indicaram relações significativas entre o score de resiliência, variáveis sociodemográficas e acontecimentos de vida. Entre as variáveis associadas ao estado de saúde, a funcionalidade, frequência de dor e perceção de saúde apresentaram relações estatisticamente significativas com o score de resiliência. Posteriormente, o modelo de regressão linear multivariada revelou que a perceção de saúde e a ausência de dor se mantiveram preditores significativos da resiliência. Os resultados permitem concluir que a resiliência está presente na longevidade avançada, encontrando-se associada sobretudo ao estado de saúde dos centenários.

The number of centenarians has increased significantly in recent decades, being one of the fastest growing age subgroups. Aging is often associated with losses in social, functional and cognitive domain. In this context, resilience is critical throughout the life cycle, to adapt and overcome adversity. This study is part of the PT-100 – Oporto Centenarian Study, and aims to assess the resilience of a sample of Portuguese centenarians, analyze its relationship with sociodemographic variables, life events and health. For the evaluation of this variable, a score of resilience, used previously in studies of centenarians, was developed. Were selected for the study, centenarians who responded to the PT-100 protocol items that compose the resilience score. The sample included 48 centenarians with an average age of 100.8 years (SD = 1.2), the majority were women (83.3%), widowed (85.4%), living in the community (60.4%) and with at least one year of education (58.3%). The results indicated no significant relationship between resilience score, sociodemographic variables and life events. Among the variables associated with health status, functionality, frequency of pain and perception of health were statistically related with the resiliency score. Subsequently, a multivariate linear regression model showed that the perception of health and absence of pain remained significant predictors of resilience. The results suggest that resilience is present in advanced longevity, and it’s mostly associated to the health state of centenarians.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Ribeiro, Óscar Manuel Soares
Contributor(s) Amaral, Ana Paula Saraiva
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