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A Influência da Satisfação Laboral no Bem-estar Subjetivo

Author(s): Satuf, Cibele Ventura Vieira

Date: 2015

Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.6/6027

Origin: uBibliorum

Subject(s): Bem-Estar Subjetivo; Comparação Entre Grupos; Satisfação Laboral; Trabalho; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia


Description

Ao longo dos últimos anos vários estudos sobre a relação entre satisfação no trabalho e bem-estar foram realizados. Um dos resultados é que o trabalho pode contribuir para a existência, ou não, de bem-estar. Considerando-se que em media um adulto passa a maior parte das horas em que está acordado no trabalho e um terço de sua vida trabalhando, esta relação é, de fato, esperada. Esta investigação foi realizada através da abordagem quantitativa, descritiva, correlacional e multivariada. O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre cinco dimensões da satisfação no trabalho (satisfação com a natureza do trabalho, colegas, supervisão, promoções e salário) e componentes do bem-estar subjetivo (afeto positivo e negativo). Os dados foram coletados através de um conjunto de questionários que incluiu a Escala de Satisfação no Trabalho (EST), versão reduzida, a versão reduzida da escala portuguesa de afeto positivo e negativo (PANAS-VRP) e um formulário sociodemográfico. A amostra global foi composta por 1087 sujeitos. Alguns subgrupos foram divididos em função da nacionalidade [Portugueses (n = 401) e Brasileiros (n = 658)], geração [Y (n = 376), X (n = 400) e baby boomers (n = 266)], avaliação do salário como suficiente (n = 612) ou não (n = 425) para manutenção dos gastos diários e tipo de vinculo empregatício [assalariados (n = 621) e trabalhadores autônomos (n = 172)]. A comparação entre os grupos revelou que brasileiros, baby boomers, trabalhadores que avaliaram o salário como suficiente para manutenção das despesas diárias e trabalhadores por conta própria reportaram maiores níveis de satisfação no trabalho. As comparações indicaram também que os brasileiros demonstraram maiores níveis de afeto positivo e que os boomers, os trabalhadores que avaliaram o salário como suficiente para gastos diários e os autônomos denotaram presenças maiores de afeto positivo e menores de afeto negativo. Os resultados também indicaram que a satisfação laboral se correlacionou de maneira positiva com as emoções positivas e de maneira negativa com as emoções negativas. Os achados confirmaram que a satisfação no trabalho exerce influência no bem-estar subjetivo e sugeriram uma relação de reciprocidade entre estas variáveis, seja considerando a amostra global quanto os subgrupos. Além disso, diferentes dimensões da satisfação laboral são levadas em consideração quando se verifica seu efeito preditor sobre o bem-estar subjetivo entre os diferentes subgrupos. As considerações finais demonstraram as principais contribuições da investigação, bem como algumas de suas limitações e implicações para a prática. Estudos futuros neste campo podem ser desenvolvidos com a intenção de aprofundar a compreensão do modelo de relações (spillover, compensação ou segmentação) entre todas as dimensões de satisfação de trabalho e o bem-estar subjetivo.

Over the past years several studies concerning the relation between job satisfaction and well-being were conducted. One of the results is that the work can contribute to the existence, or not, of well-being. In fact, considering that in average one adult spend most of his waking hours at work and one third of his life working, this relationship could be expected. This research was conducted through quantitative, descriptive, correlational and multivariate approach. The aim of this study was to investigate the relationship between five dimensions of job satisfaction (satisfaction with nature of work itself, co-workers, supervision, promotions and pay) and components of subjective well-being (positive and negative affect). Data were collected using a set of questionnaires that included the Escala de Satisfação no Trabalho reduced version (EST), the reduced Portuguese version of the Positive Affect and Negative Affect Schedule (PANAS-VRP) and a demographics form. Global sample included 1087 subjects. Subgroups were divided according to nationality [Portuguese (n = 401) and Brazilians (n = 658)], generation [Y (n = 376), X (n = 400) and baby boomers (n = 266)], salary evaluation (enough (n = 612) or not (n = 425) to maintain daily expenses) and type of work [salaried workers (n = 621) and self-employed (n = 172)]. Comparison between groups revealed that Brazilians, boomers, workers that evaluated their salary as enough to maintain daily expenses and self-employed denoted higher levels of job satisfaction. Also revealed that Brazilians showed higher levels of positive affect and that boomers, workers that evaluated their salary as enough to maintain daily expenses and self-employed demonstrated higher presence of positive affect and lower negative affect. Results indicated that job satisfaction correlated positively with positive emotions and negatively with negative emotions. Results confirmed that job satisfaction influences subjective well-being both on global data and partial groups, suggested reciprocity between them and also showed that different dimensions of job satisfaction were considered as predictors of well-being in subgroups. Discussion of these findings focuses on the contributions of this investigation, as well on some limitations and practice implications. Further studies in this field may be developed with intention to extend the understanding of the relations model (spillover, compensation or segmentation) amongst all job satisfaction dimensions and subjective well-being.

Document Type Master thesis
Language Portuguese
Advisor(s) Monteiro, Samuel José Fonseca
Contributor(s) Satuf, Cibele Ventura Vieira
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