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Inclusão no desporto: perceção do autoconceito em adolescentes institucionalizadas na cidade de Bragança

Autor(es): Vinhas, Ana ; Lopes, Ângela Morais de Oliveira ; Gonçalves, Celina

Data: 2014

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/14173

Origem: Biblioteca Digital do IPB

Assunto(s): Atividade Física; Adolescentes; Competência física; Auto-estima


Descrição

Desporto para todos é um fator potenciador de inclusão social permitindo as pequenas minorias de beneficiarem de um nível de vida e bem-estar considerado regular na sociedade em que vivem (Bouchard et al., 1990). As adolescentes institucionalizadas caracterizam-se pela falta de capacidades na adaptação às exigências habituais da sociedade empurrando-as para um comportamento de inadaptação, marginalização e autoexclusão (Oliveira, 2002). As características desta população aliada aos aspetos positivos da atividade física organizada parecem melhorar os níveis de competência física, aparência física, comportamento, autoestima e também a melhoria do desempenho escolar. Desta forma, este estudo tem como objetivo perceber a influência de um programa de atividade física no auto conceito de adolescentes institucionalizadas. MÉTODO: Implementou-se um programa, com aulas de academia, que decorreu de janeiro a junho, duas vezes por semana, num ginásio da cidade de Bragança: Brifitness Gym. Foram recolhidos dados, através do questionário Self-perception Profile for Children adaptado para o contexto português (Faria & Fontaine, 1995), em dois momentos distintos: no início do programa (janeiro) e no final do programa (julho). A amostra foi constituída por 15 adolescentes do sexo feminino, com média de 15 anos de idade e com frequência no ensino secundário. O tratamento estatístico foi realizado através de análise descritiva e análise inferencial. RESULTADOS: Dos resultados iniciais, pode-se destacar que a atividade física tem influência na imagem corporal. Nomeadamente no que diz respeito às dimensões aparência física, competência física, autoestima global, comportamento e socialização, influenciando o autoconceito das adolescentes para a sua vida no futuro. A competência cognitiva, embora importante, aparece como menos relevante na imagem corporal. CONCLUSÃO: Parte do objetivo foi conseguido porque a participação no programa de atividade física serviu como compensação ao bom comportamento influenciando a conduta atual das adolescentes. Assim, parece premente que as instituições de acolhimento incluam a atividade física nos seus planos de acolhimento não só para melhorar a conduta atual mas sobretudo para a sua orientação para a vida adulta.

Tipo de Documento Objeto de conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Vinhas, Ana; Lopes, Ângela Morais de Oliveira; Gonçalves, Celina
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