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Cuidar da criança e família com cardiopatia congénita

Autor(es): Barão, Ana Isabel

Data: 2014

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.26/16224

Origem: Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Assunto(s): Hospitalização; Parentalidade; Criança; Transições; Cuidar; Cardiopatias congénitas; Teoria da transição; Saúde da família; Cardiologia pediátrica


Descrição

O nascimento de uma criança com uma cardiopatia congénita e a necessidade de internamento numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica (UCIPED) representa para a criança e para os pais uma vivência traumática e que condiciona as expectativas idealizadas para a parentalidade. O desenvolvimento da parentalidade e o estabelecimento da vinculação podem ficar comprometidos devido à doença cardíaca da criança, à necessidade de internamento e aos medos e receios relacionados com o futuro e com a cirurgia. Os enfermeiros encontram-se numa posição privilegiada para intervir e tentar minimizar estas experiências emocionalmente intensas. Para isso, é necessário conhecer e compreender as transições que se encontram em curso. Neste sentido, justifico a temática do estágio a que se refere este relatório, que incide no cuidar da criança e família com cardiopatia congénita, com enfoque na promoção de uma transição saudável para a parentalidade, no primeiro ano de vida. Assim, o seu objeto centra-se no estudo dos processos de transição vividos por estas famílias. Uma das intervenções necessárias é identificar as necessidades específicas de cada família, tendo em conta a presença das transições de desenvolvimento, situacionais e saúde-doença presentes neste processo. O relatório assenta na descrição das atividades realizadas, numa dinâmica de prática reflexiva, clarificando as aprendizagens mais significativas, durante o desenvolvimento do percurso formativo e na aquisição de saberes baseada em evidência científica. A sua finalidade é dar visibilidade às aprendizagens feitas e às estratégias facilitadoras da transição saudável para a parentalidade propostas e aos instrumentos elaborados para a implementação das mesmas. Como resultado, foi possível identificar intervenções de enfermagem que promovem as condições facilitadoras necessárias ao desempenho do novo papel de pais. A aposta num programa de cuidados de enfermagem baseado em modelos de intervenção como a parceria de cuidados, cuidados não traumáticos e promoção do desenvolvimento infantil é uma estratégia fundamental na promoção de uma transição saudável para a parentalidade no primeiro ano de vida.

Mestrado, Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, 2014, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
Orientador(es) Marçal, Maria Teresa
Contribuidor(es) Barão, Ana Isabel
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