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A importância dos parâmetros farmacocinéticos na terapêutica individualizada

Autor(es): Real, Ivan Manuel Reis Sousa

Data: 2016

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.26/17606

Origem: Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL

Assunto(s): Terapêutica individualizada; Farmacocinética; PBPK; Doenças órfãs


Descrição

A terapêutica individualizada é um procedimento que separa os pacientes em vários grupos, de acordo com as suas especificidades nas respostas farmacológicas. Com base nas particularidades destes grupos, é necessária a adaptação da terapêutica, podendo ser necessário o recurso a fármacos específicos. O desenvolvimento destas terapêuticas individualizadas necessita do aporte de várias áreas do saber, sendo as mais importantes a farmacogenética e a farmacocinética. No domínio da farmacocinética, os recentes avanços na área da modelação, nomeadamente com a implementação da PBPK, e a utilização desta aliada à estatística Bayesiana, tornam a análise e previsão de resposta à terapêutica mais acessível e precisa. Na área das doenças órfãs tem havido um grande avanço nos últimos 25 anos, no entanto, o elevado número de doenças sem atenção clínica continua a persistir. O desenvolvimento de tratamentos para uma doença rara engloba muitos desafios que não são observados numa patologia comum, sendo a escassez de pacientes para análise e o parco conhecimento dessas doenças, os mais comuns. É nesta área que mais se observa que uma mesma terapêutica não produz os mesmos efeitos em todos os indivíduos. Aqui, a utilização da modelação baseada em parâmetros fisiológicos e a simulação computacional através da estatística Bayesiana permitem o desenvolvimento /modificação de moléculas para patologias deste tipo e populações específicas, diminuindo o tempo com ensaios clínicos e aumentando a viabilidade económica. A indústria farmacêutica faz uso dos valores farmacocinéticos obtidos para selecionar as moléculas indicadas para determinada patologia e, selecionar os veículos e vias de administração mais adequados, bem como avaliar o potencial de associações de fármacos, com o intuito de se obter uma resposta terapêutica máxima, com um mínimo de toxicidade. Mesmo quando não existe um terapêutica indicada para certa patologia, o que é comum nas doenças órfãs, estes progressos mantêm o seu valor, na medida em que podem ser utilizados nas várias fases de desenvolvimento de um fármaco novo, permitindo selecionar os ensaios clínicos mais adequados e diminuindo drasticamente os custos associados.

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
Orientador(es) Auxtero, Maria Deolinda
Contribuidor(es) Real, Ivan Manuel Reis Sousa
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