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Social and individual factors in witnesses’ confrontations of racial bias

Autor(es): Lavado, Susana Margarida Silva Ferreira

Data: 2016

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/24850

Origem: Repositório da Universidade de Lisboa

Projeto/bolsa: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/SFRH/SFRH%2FBD%2F81811%2F2011/PT;

Assunto(s): Teses de doutoramento - 2016; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia; Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Psicologia


Descrição

Expressions of prejudice against black people and, more specifically, against black immigrants are still prevalent in Portugal and in other western countries (Dickter & Newton, 2013; Santos, Oliveira, Rosário, Kumar & Brigadeiro, 2005). When people witness expressions of prejudice against others, they can decide to confront those expressions, that is, to express dissatisfaction with the prejudiced behavior to the person responsible for that behavior (Kaiser & Miller, 2004). Confronting prejudice has important positive consequences, decreasing future expressions of prejudice from the confronted person (Czopp, Monteith & Mark, 2006) and observers’ agreement with the biased expressions (Rasinsky & Czopp, 2010). The positive consequences of confrontation occur especially when the confronter is not the target of the prejudiced behavior (Gulker, Mark & Monteith, 2013). In the current thesis, we present a research project investigating social and individual factors influencing witnesses’ confrontations of bias. In seven studies, we approached the topic from three main perspectives: (a) the social norms regarding witnesses’ responses to bias; (b) observers’ attitudes regarding witnesses’ responses to bias; and (c) witnesses’ actual confrontational behavior. We showed that social factors emerging from the relationship between the person expressing bias and the witness of the biased remark influence norms and attitudes toward confrontational behaviors and witnesses’ actual responses to bias. More specifically, the results of the first empirical chapter suggest that when the person expressing bias has high power over the potential confronter, observers’ attitudes toward confrontational behaviors are less favorable; in the second empirical chapter, results suggest that witnesses tend to confront an ingroup member who expresses bias less strongly than an outgroup member who expresses bias; and in the final empirical chapter, we showed that it is more normative to confront a close person than a stranger. However, individual differences in egalitarian values and standards moderated the effects of these social factors in attitudes toward confrontations of bias and confrontational behaviors. People who have strong egalitarian values and standards have positive attitudes toward confrontation and confront expressions of bias even in unfavorable social conditions. With the present thesis, we contributed to the current knowledge about witnesses’ confrontations of bias, an interpersonal process that may fundamentally help reducing of public expressions of prejudice.

Expressões de preconceito contra pessoas negras e, mais especificamente, contra imigrantes negros ainda são prevalente em Portugal e noutros países ocidentais (Dickter & Newton, 2013; Santos, Oliveira, Rosário, Kumar & Brigadeiro, 2005). Quando uma pessoa testemunha expressões de preconceito contra outros grupos, esta pode decidir confrontar essas expressões, ou seja, exprimir desagrado com o comportamento preconceituoso diretamente à pessoa responsável pelo comportamento (Kaiser & Miller, 2004). A confrontação de expressões de preconceito tem consequências positivas importantes, diminuindo expressões preconceituosas futuras por parte de quem é confrontado (Czopp, Monteith & Mark, 2006). Além disso, observar outros a confrontar expressões preconceituosas diminui o grau em que outras pessoas apoiam essas expressões (Rasinsky & Czopp, 2010). As consequências positivas da confrontação ocorrem especialmente quando o confrontador não é o alvo do comportamento preconceituoso (Gulker, Mark & Monteith, 2013). Na presente tese, apresentamos um projeto de investigação que teve como objetivo testar fatores sociais e pessoais que influenciam a confrontação de preconceito por parte das testemunhas. Em sete estudos, abordámos o tópico de três perspetivas distintas: (a) as normas sociais que governam as respostas das testemunhas a expressões de preconceito; (b) as atitudes de observadores face às respostas das testemunhas a expressões de preconceito; e (c) o próprio comportamento das testemunhas de preconceito. Demonstrámos que fatores sociais com origem na relação entre a pessoa que exprime preconceito e a testemunha influenciam as normas e atitudes face à confrontação e a própria resposta da testemunha face à expressão de preconceito. Mais especificamente, no primeiro capítulo empírico demonstrámos que quando a pessoa que exprime preconceito tem poder sobre o potencial confrontador, as atitudes dos observadores face à confrontação são menos favoráveis. No segundo capítulo empírico, os resultados mostraram que as testemunhas estão menos dispostas a confrontar um membro do endogrupo que exprime preconceito do que um membro do exogrupo que exprime preconceito. No último capítulo empírico, os resultados sugerem que é mais normativo confrontar uma pessoa próxima do que um desconhecido. No entanto, diferenças individuais na adesão e internalização de valores igualitários moderam os efeitos destas variáveis sociais nas atitudes face à confrontação e no próprio comportamento de confrontação. As pessoas que têm valores e padrões igualitários altos têm atitudes positivas face à confrontação e confrontam expressões de preconceito mesmo em condições sociais menos favoráveis. Com a presente tese, contribuímos para o conhecimento científico sobre a confrontação de preconceito por parte das testemunhas, um processo interpessoal fundamental na redução de expressões públicas de preconceito.

Tese de doutoramento, Psicologia (Psicologia Social), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, Instituto de Ciências Sociais, Instituto de Educação e Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, 2016

Tipo de Documento Tese de doutoramento
Idioma Inglês
Orientador(es) Pereira, Cícero, 1974-; Dovidio, John F.; Vala, Jorge, 1947-
Contribuidor(es) Lavado, Susana Margarida Silva Ferreira
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