Texto introdutório.
Se existe sector em que a profunda mudança se fez repercutir na Arqueologia Portuguesa “pós IPA”, a Antropologia Física e a “Arqueologia da Morte” representam-no certamente. Inseridas entre o oceano e os paleo-estuários do Tejo e Sado, as chamadas “penínsulas” de Lisboa e Setúbal definem uma parte importante da Estremadura Atlântica ou Portuguesa e constituem palco adequado a estes V Fragmentos de Arqueologia. ...
Introdução ao volume 4 da série editorial 'Fragmentos de Arqueologia de Lisboa'.
“Extrair e produzir” a terceira edição do ciclo de colóquios “Fragmentos de Arqueologia de Lisboa” implicou reunir colaborações que permitissem reflectir de que modo ambiente e recursos naturais, existentes e acessíveis nos diversos períodos históricos, condicionaram acessibilidades e possibilitaram explorar proveniências de matérias-primas na produção de artefactos e, a partir da urbanização que origina Olisip...
Antes de ser a Olisipo romana, a da presença fenício/orientalizante e, antes desta, a dos sucessivos povoados que entre colinas e vales testemunham a ocupação humana de um espaço de encontro e travessia entre a fachada norte- -atlântica e sul-mediterrânea peninsular, a “região de Lisboa” cedo é lugar aonde se chega e de onde se parte. Incontornável para moldar e condicionar tal vaivém, o estuário do Tejo será, ...
Com Lisboa transformada no “maior sítio arqueológico” do país, seja pelo número de intervenções nela efectuadas nos últimos anos, pela dimensão das mesmas, ou pelos resultados conseguidos e potencial informativo revelado, importa trazer as realidades históricas e patrimoniais assim obtidas ao conhecimento de um público alargado. É assim que, em boa hora, o protocolo assinado entre a Autarquia e a Sociedade de G...