We have enjoyed the pleasure of discussing the proclamation of the Republic in Portugal in a variety of ways. The most profound work impressing us through the multiplicity of perspectives was that of the researcher Alice Samara (2010). It raises several explanatory hypotheses for different understandings of the Republic, according to the perspectives and the moments by which the regime and the republican idea a...
Em tempo de celebração do centenário da Grande Guerra tentamos estabelecer relações que a contextualizam, explicando-a melhor como fenómeno social e internacional, porque este foi o primeiro conflito armado entre Estados que, pela sua complexidade, afectou todos os sectores da vida das populações. Na compreensão da Grande Guerra como culminância de um tempo, ela foi o verdadeiro fim do século XIX e o doloroso c...
O texto que se segue resulta de uma reflexão breve sobre o processo social português e a formação de fortunas capazes de enfrentar os desafios de um século todo ele virado, no estrangeiro, para o desenvolvimento industrial aproveitando as descobertas tecnológicas apoiadas no desabrochar do conhecimento científico verificado, na Europa, no século XVIII. Portugal, geograficamente, é um paradoxo: quem vem por mar ...
Portugal, pelo menos, desde o final do século XIV, em poucos conflitos armados de grande envergadura internacional se viu chamado a intervir. As guerras onde se envolveu quase sempre se limitaram a escaramuças fronteiriças contra a Espanha ou a combates de pequena escala nas possessões no Oriente, no Brasil ou no continente africano. As grandes excepções ocorreram aquando das Invasões Francesas, no início do sé...
A descrição do quotidiano das tropas portuguesas em campanha, durante a Grande Guerra, levanta diversos problemas de natureza histórica, pois foram três os teatros de operações onde actuaram e cada um deles com características geográficas e tácticas diferentes. Com efeito, enquanto no sul de Angola as operações militares decorreram ainda a guerra não havia sido declarada a Portugal e continuaram depois das forç...
Não existe um manual que nos ensine como se deve fazer a apresentação de um livro. É uma pena que não haja, porque, não sendo eu autoridade em literatura, fazia-me falta esse tal manual, por muito pequeno que ele fosse, por muito simples que parecesse, pois, certamente, ter-me-ia sido útil na situação actual.É que apresentar um livro de um grande jornalista e de um escritor já firmado entre nós com diversos tít...
Na impossibilidade de levar a população de Portugala deitar-se no divã do psicanalista ou de lhe estudar as origens e respectivas motivações mais intrínsecas, podem tentar-se generalizações analíticas com base no estudo histórico dos comportamentos de segmentos sociais, previamente definidos em função de critérios mais ou menos claros e compreensivos, de modo a perceber-se quem é quem, de onde provém e que tipo...
A morte prematura do Prof. Doutor A. H. de Oliveira Marques, em Janeiro de 2007, não possibilitou que este texto fosse incluído na grandiosa obra por ele dirigida sobre a Expansão Portuguesa, no volume destinado ao fim do Império, já que o elaborei a seu pedido para constituir um capítulo sobre o estertor colonial vivido nos últimos anos da ditadura fascista. Passaram-se doze longos anos sobre a data do início ...