Resumo Sabemos que a invasão russa da Ucrânia é a guerra mais intensa na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial. Iremos argumentar que este é um conflito militar com aspectos únicos e um desafio sem precedentes à ordem global vigente. Sobretudo porque se trata da primeira guerra de conquista imperial por uma grande potência desde 1945, desafiando a norma global contra esse tipo de agressão vigente desde...
Resumo Neste artigo realizamos um estudo de caso-único do conflito desencadeado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã (2007-2010), sob a perspectiva dos retornos estratégicos auferidos em função do uso da tecnologia da informação para atingir setores de infraestrutura crítica. Nossa análise destaca as condições que permitiram aos norte-americanos ampliarem as capacidades de projeção de poder sob...
Resumo A NATO atingiu a idade da reforma obrigatória. Sete décadas são muitos anos na vida de uma pessoa, mas também são muitos anos para uma aliança militar. Não há exemplos na história de alianças multilaterais, aquelas que envolvem um grande número de países, que tenham durado tanto tempo. Será o colapso da NATO, por isso, inevitável? Se a NATO estiver realmente em risco, para Portugal as consequências seria...
The two books reviewed in this article offer testimonies by two South Africans with direct experience of the Portuguese Wars of Decolonization. Al Venter is the only foreign war correspondent with direct experience in the field in all three theaters of operations of the Portuguese late colonial wars. Brigadier General van der Waals was the Vice-Consul and de facto military attaché in Luanda from 1970 to 1974. B...
Será que uma Pequena Potência fraca como Portugal em 1914 pode ter algum impacto num conflito de grande escala e intensidade como a I Guerra Mundial? Será que podemos aprender algo relativamente às dinâmicas da intervenção portuguesa comparando Portugal com outras Pequenas Potências envolvidas na guerra? A resposta deste artigo a ambas a questões é sim, apesar de estarmos conscientes do paradoxo que é afirmar q...
Neste ensaio olhamos para o ponto de vista de Waltz relativamente ao tema tão atual da proliferação nuclear. Desde o início dos anos 1980 até à sua morte, Waltz manteve um grande interesse e uma posição muito própria sobre este assunto. À luz do realismo estrutural Waltz nega a existência, e recusa, que a difusão de armamento nuclear, mesmo para uma teocracia como o Irão, seja um problema. Procuraremos explicar...