No essencial, na segunda metade do século XIX os direitos e modos de vida ancestrais dos Reinos tradicionais timorenses eram respeitados pelas autoridades portuguesas do território. Um território onde as práticas culturais e políticas timorenses e portuguesas coexistiam, influenciando-se e condicionando-se mutuamente, numa relação frequentemente tensa e hostil sempre que estava em causa a salvaguarda dos intere...
Os planos para a defesa de Portugal continental durante a Segunda Guerra Mundial refletem as perspectivas e os receios dos decisores nacionais, e permitem entender as suas motivações não declaradas na definição do rumo do País num momento especialmente complexo. À data do início da Segunda Guerra Mundial nenhum dos organismos militares portugueses competentes tinha ainda, pelas mais variadas razões, efetuado qu...
As operações militares ofensivas japonesas levadas a cabo durante a Segunda Guerra Mundial no Sudoeste asiático, alcançaram o seu limite geográfico mais a Sul com a invasão do território de Timor português em 20 de Fevereiro de 1942 a pretexto da presença de forças militares Australianas e Holandesas em solo timorense. Intimamente ligada ao ataque surpresa lançado pelas forças japonesas contra Pearl Harbour no ...
A Portuguese historian once wrote, "international relations have multiple requirements that can only be thought of on the basis of absolute realism and skilful calculation of currently available forces. Among them is the strategic function of a territory, not only for the state that owns that territory but also the appraisal of the interest it represents for other 'securities'. However, the strategic value of a...
Nos quatro anos que medeiam entre a implantação da I República e o início da Primeira Guerra Mundial consolida-se em Portugal, fruto do descontentamento que entretanto se foi instalando pela lenta e incompleta concretização dos ideais da República, um quadro geral marcado pela existência simultânea de diferentes tipos de clivagens no seio da sociedade portuguesa, velhas e novas, constatáveis na crescente divisã...
À semelhança de outros teatros de operações da Segunda Guerra Mundial, a guerra na Ásia e no Pacífico, mais do que um enfrentamento militar entre exércitos inimigos, foi sobretudo um confronto violento entre diferentes culturas e raças.Uma luta entre «homens brancos» e «homens amarelos», diferentes na sua fisionomia mas também com diferentes valores e entendimentos sobre o respeito merecido pelas forças oponent...
Escrita poucos anos após o fim da Primeira Guerra mundial e da Batalha de La Lys, a descrição que o General Gomes da Costa faz dos trágicos acontecimentos por ele vividos enquanto comandante da 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.), revela um tom acusatório, pouco frequente à data, dirigido às mais altas esferas decisoras nacionais, políticas e militares, apontadas como únicas responsáveis pelo ...
Ninguem desconhece que o nosso exercito, tal como o fallido regime monarchico o mantinha, estava muito longe de poder satisfazer á sacratissima missão da defesa da patria. O país sustentava um pseudo-exercito permanente que a monarchia suppunha erroneamente ser a sua guarda pretoriana, na inconsciencia de que um regime se sustenta só com baionetas. Não se abalançava, pois, a enveredar afoitamente para o caminho...
Nos anos que antecedem a eclosão da I Guerra Mundial assiste-se em Portugal ao gradual estabelecimento de um ambiente político e social onde convergem e actuam um sem número de interesses particulares antagónicos e propiciadores de conflito. Nos quatro anos que medeiam entre a implantação da I República, em Outubro de 1910 e 1914, consolida-se, fruto do descontentamento que entretanto se foi instalando, em face...