Autor(es):
Tonella, Rodrigo Marques, 1977-
Data: 2017
Identificador Persistente: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1633073
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Doenças respiratórias; Insuficiência respiratória; Terapia intensiva; Desmame do respirador; Respiratory tract diseases; Respiratory insufficiency; Intensive care; Intensive care; Doenças respiratórias; Doenças respiratórias; Insuficiência respiratória; Insuficiência respiratória; Terapia intensiva; Terapia intensiva; Desmame do respirador; Desmame do respirador; Respiratory tract diseases; Respiratory tract diseases; Respiratory insufficiency; Respiratory insufficiency; Intensive care; Intensive care; Intensive care; Intensive care
Descrição
Orientadores: Antonio Luis Eiras Falcão, Luciana Castilho de Figueiredo
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas
Resumo: Introdução: a avaliação e o treinamento da musculatura respiratória são condições essenciais para reduzir o período de desmame da ventilação mecânica invasiva (VMI) em unidades de terapia intensiva (UTI). Um dos métodos de treinamento muscular inspiratório (TMI) recentemente aplicado é o treino muscular inspiratório com dispositivo eletrônico (TMIE), através de um equipamento que utiliza princípios do treinamento de resistência com a incorporação de uma carga ajustável ou automática que atende a todas as capacidades para um treinamento progressivo. Objetivos: avaliar e descrever as alterações hemodinâmicas e ventilatórias durante o TMI; a evolução dos valores da pressão inspiratória máxima (PImáx) e do tempo de desmame no grupo TMIE comparado ao programa de nebulização intermitente (PNI) em pacientes traqueostomizados. Materiais e Método: foram selecionados pacientes com idade superior a 18 anos, sob VMI, sem sedação, traqueostomizados e estáveis hemodinamicamente. Os pacientes incluídos foram randomizados em dois grupos: PNI e TMIE. No grupo PNI os pacientes foram submetidos ao protocolo de nebulização intermitente até completarem 48 horas de nebulização contínua. No grupo TMIE os participantes iniciaram o treinamento inspiratório (dispositivo Powerbreathe®, modelo KH2, IMT Technologies Ltd., Birmingham, Inglaterra), por 30 ciclos (três séries de 10 ciclos, com 1 minuto de intervalo entre eles), com uma carga ajustada em 30% da PImáx inicial, com acréscimo de 10% diariamente. Analisaram-se as variáveis: frequência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM), saturação periférica de oxigênio (SpO2), frequência respiratória (FR), antes, durante a após o TMIE e a pressão inspiratória máxima (PImáx) no início e ao final do desmame. No grupo PNI o protocolo do serviço foi mantido e as variáveis hemodinâmicas e respiratórias supracitadas foram analisadas uma vez ao dia. Para análise estatística, utilizou-se o programa SPSS versão 13.0. Valores de p < 0,05 foram considerados como estatisticamente significantes. Resultados e Conclusões: foram selecionados 25 pacientes, quatro excluídos por não assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram randomizados 21 pacientes, sendo 10 para o grupo TMIE e 11 para o grupo PNI. Dois pacientes foram excluídos do grupo TMIE por instabilidade hemodinâmica. No grupo TMIE, houve redução significativa da FR após os três intervalos após um minuto de dez repetições de treino (p = 0,016, p = 0,028 e p = 0,041, respectivamente). Observou-se aumento da PImáx final comparada à inicial no grupo TMIE (p = 0,017), sem alteração significativa para o grupo PNI. O grupo TMIE apresentou tempo total de desmame menor que o grupo PNI (p = 0,01). Pode-se concluir que o TMIE em pacientes traqueostomizados promoveu aumento de força muscular sem alteração respiratória ou instabilidade hemodinâmica durante sua aplicação e resultou em um tempo menor de desmame da ventilação mecânica
Abstract: Introduction: the assessment and the respiratory muscle training are essential conditions to reduce the weaning period from invasive mechanical ventilation (IMV) in intensive care units (ICU). One method of inspiratory muscle training (IMT) has been recently implemented with Powerbreathe®, a device that uses the principles of resistance training by incorporating an adjustable or automatic load for progressive training. Objectives: to evaluate and describe the hemodynamic, ventilator and Maximal Inspiratory Pressure (MIP) changes during IMT with Powerbreathe® in tracheostomy patients. Materials and Methods: Patients aged 18 years were selected, without sedation, hemodynamically stable. Patients included were randomized into two groups: control and IMT with Powerbreathe®. Control group patients underwent protocol with tracheostomy collar (TC), to complete 48 hours without mechanical ventilation. It was applied IMT by Powerbreathe® KH2 model (Powerbreathe®, IMT Technologies Ltd., Birmingham, England) for 30 cycles (three sets of 10 cycles with one-minute interval between them), with an adjusted load 30 % of the initial MIP, increased of 10 % daily. It was analyzed the variables: heart rate (HR), mean arterial pressure (MAP), oxygen saturation (SpO2), respiratory rate (RR) and MIP. For statistical analysis, SPSS version 13.0 was used. P values < 0.05 were considered statistically significant. Results and Conclusions: 25 patients were selected; four excluded because not signed an informed consent form. 21 patients were randomized, ten to IMT group and eleven to TC group. Two patients were excluded form IMT group for hemodynamic instability. There was an increase of the final MIP compared to the initial MIP in IMT group (p = 0.017), with no significant change for the control group. No significant statistical changes were observed in HR, MAP and SpO2 during IMT (p = 0.016, p = 0.028 and p = 0.041). The RR showed a significant reduction after one-minute intervals during IMT and the time of weaning was shorter in IMT group (p = 0,01). In conclusion, IMT with Powerbreathe® in tracheostomy patients promoted an increase of muscle strength, shorter time of weaning and did not cause respiratory distress or hemodynamic instability during training
Doutorado
Fisiopatologia Cirúrgica
Doutor em Ciências