Autor(es):
Araújo, Hélder C M
Data: 2025
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10314/10180
Origem: Repositório Científico da Universidade Politécnica da Guarda
Assunto(s): Enfermagem de saúde familiar; Família; prestador de cuidados; Doença Renal Crónica Terminal
Descrição
No contexto da componente clínica do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de especialização em Enfermagem de Saúde Familiar, este relatório sintetiza as atividades desenvolvidas em contexto clínico, evidenciando a aplicação dos conhecimentos adquiridos e a consolidação de competências especializadas, em conformidade com o regulamento das competências comuns do enfermeiro especialista (n.º 140/2019 da Ordem dos Enfermeiros) e das específicas do enfermeiro especialista em enfermagem comunitária na área de especialização em saúde familiar (n.º 428/2018 da Ordem dos Enfermeiros). O desenvolvimento destas competências foi realizado de acordo com os seguintes objetivos: cuidar a família, enquanto unidade de cuidados, e de cada um dos seus membros, ao longo do ciclo vital, nos diferentes níveis de prevenção e liderar e colaborar nos processos de intervenção no âmbito da enfermagem de saúde familiar. O referencial teórico que orientou este relatório baseou-se em modelos e teorias de enfermagem pertinentes à prática do enfermeiro de saúde familiar, com destaque para a teoria das transições de Meleis e o Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar. Este enquadramento permitiu uma compreensão aprofundada das respostas familiares face à doença crónica e sustentaram intervenções direcionadas à adaptação e reorganização do sistema familiar ao longo do processo de cuidado. Adicionalmente, destacamos contributos relevantes decorrentes do percurso formativo em enfermagem de saúde familiar proporcionado aos enfermeiros da unidade funcional, bem como no âmbito das intervenções de enfermagem ao familiar cuidador da pessoa com doença renal crónica terminal em hemodiálise, de acordo com a revisão sistemática de métodos mistos e, a participação ativa em eventos científicos, que reforçaram o desenvolvimento de competências e a consolidação da prática baseada na evidência. Perante o contexto específico da doença renal crónica terminal, relevamos que esta condição, produziu um impacto não apenas na pessoa diagnosticada, mas também em todo o seu sistema familiar, desafiando profundamente a estrutura e o funcionamento familiar, exigindo processos contínuos de adaptação. No que respeita às implicações e recomendações resultantes deste relatório, salientamos a necessidade de reforçar a integração da abordagem familiar nos cuidados de saúde, promovendo práticas centradas na família enquanto unidade de intervenção e também o investimento em formação específica dos enfermeiros em metodologias de intervenção em saúde familiar.