Autor(es): Marques, Sara R S
Data: 2022
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10314/5338
Origem: Repositório Científico da Universidade Politécnica da Guarda
Assunto(s): Inovação; Inovação nos Serviços; Administração Pública
Autor(es): Marques, Sara R S
Data: 2022
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10314/5338
Origem: Repositório Científico da Universidade Politécnica da Guarda
Assunto(s): Inovação; Inovação nos Serviços; Administração Pública
O tema inovação está na ordem do dia. Num contexto de globalização, a inovação desempenha um papel fundamental numa organização ou instituição, para o seu crescimento e igualmente para a sua sustentabilidade. Também os serviços têm assumido uma posição fundamental na economia, representando uma elevada percentagem na criação de riqueza e emprego, o que leva a uma crescente notoriedade deste setor. Tendo em consideração que a Administração Pública é uma atividade ao serviço do público, neste contexto, faz todo o sentido o estudo da inovação nos serviços da Administração Pública. Assim, a presente investigação centra-se num objetivo: a análise e o estudo da dinâmica de inovação nos serviços, nomeadamente se as quinze Autarquias da Beiras e Serra da Estrela implementaram atividades e estratégias de inovação nos serviços nos últimos 2 anos. A investigação teve lugar através da aplicação de um inquérito a cada uma das Autarquias, com o qual se pretendia avaliar o desempenho das mesmas em relação à inovação nos serviços. O estudo permitiu identificar que os executivos dão prioridade a novas ideias e maneiras de trabalhar, mas têm como principal obstáculo à inovação a falta de flexibilidade nas leis e regulamentos. A par desta vertente, nos últimos dois anos, as Autarquias tiveram como maior foco a introdução de novos serviços, no entanto, semelhantes aos de outras instituições. Como principal fator de impedimento à inovação foram apontados os custos elevados inerentes, a escassez de apoios financeiros e a falta de funcionários qualificados. Concluiu-se que o número de funcionários e as suas habilitações académicas não influenciam o comportamento mais inovador das Autarquias da BSE. O cluster mais inovador é o que apresenta maior percentagem de funcionários com ocupações criativas. O cluster mais dinâmico e proativo apresenta melhores resultados no aumento da eficiência dos serviços, em melhorar os serviços online e na satisfação do Munícipe. Em relação às principais barreiras às atividades de inovação, o cluster menos inovador identifica os fatores políticos e o cluster mais inovador os custos elevados associados ao processo de inovação.