Author(s):
Rodrigues, Isaac Jader
Date: 2016
Origin: Oasisbr
Subject(s): Assis, Machado de, 1839-1908; Literatura brasileira; Mulheres na literatura; Mulheres - representações; Personagens literários - análise; Rebelo, Marques, 1907 - 1973 (Pseudônimo literário); Assis, Machado de, 1839-1908; Assis, Machado de, 1839-1908; Literatura brasileira; Literatura brasileira; Mulheres na literatura; Mulheres na literatura; Mulheres - representações; Mulheres - representações; Personagens literários - análise; Personagens literários - análise; Rebelo, Marques, 1907 - 1973 (Pseudônimo literário); Rebelo, Marques, 1907 - 1973 (Pseudônimo literário)
Description
Monografia (graduação)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Curso de Graduação em Letras, 2015.
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Entre as publicações dos livros Iaiá Garcia (1878), de Machado de Assis e A estrela sobe (1939), de Marques Rebelo, houve um transcurso temporal de 61 anos. Nesse período, a mulher conseguiu aumentar sua participação em questões que antes eram nomeadamente da atenção dos homens, como a política. Na primeira obra mencionada, a atuação das personagens femininas fica voltada, sobretudo, ao ambiente familiar. Enquanto os homens exercem funções públicas, negociam mercadorias, vão à guerra, entre outros, as mulheres dedicam-se ao matrimônio. Por outro lado, no livro A estrela sobe, a protagonista está sempre envolvida em atividades externas ao lar. Graças a um conjunto de eventos históricos, como a necessidade de mão de obra e o movimento feminista, a mulher pôde, entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, intensificar sua migração dos espaços privados para os espaços públicos. Com isso, ela passou a enfrentar novas provações. Enquanto a mulher estava sob o apogeu da ideologia do patriarcado, a submissão ao homem era o seu fardo; superado esse momento, ela passou a enfrentar as crueldades do capitalismo. Convém destacar que em quaisquer das situações, as mulheres demonstraram força e graciosidade para lidar com as dificuldades que se punham diante delas. O processo de emancipação ora descrito foi captado e registrado na literatura. Verificamos, a partir da leitura comparada das obras Iaiá Garcia e A estrela sobe, um desenvolvimento da representação feminina nas relações sociais. A participação, na economia, das personagens femininas quase não aparece no primeiro livro. No entanto, na segunda obra, a atuação da mulher ganha cenário na máquina produtiva. Ao espelhar os fatos da vida real, a sexta arte coloca em evidência aspectos que passam despercebidos em nosso cotidiano. Dessa forma, salienta-se a importância da literatura. A leitura de livros de autores consagrados permite a apropriação das percepções desses mestres, que tinham enorme sensibilidade sobre as questões sociais.