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Pobreza multidimensional e os beneficiários do BPC : uma comparação entre estratos de renda per capita

Autor(es): Santos, Tamara Vaz de Moraes

Data: 2018

Origem: Oasisbr

Assunto(s): Pobreza; Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social; Judicialização da política; Pobreza; Pobreza; Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social; Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social; Judicialização da política; Judicialização da política


Descrição

Trabalho de Conclusão de Curso (graduação)—Universidade de Brasília, Faculdade de Economia Administração e Contabilidade, Departamento de Economia, 2017.

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Este trabalho compara a pobreza multidimensional familiar dos potenciais beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da população adicional que poderia ser elegível caso o critério de renda para a elegibilidade do programa fosse modificado para até 1/2 do salário mínimo per capita. O BPC é um benefício da Assistência Social que garante um salário mínimo mensal as pessoas com deficiência e aos idosos que tenham renda per capita de até 1/4 do salário mínimo. O critério de 1/2 de renda per capita tem sido adotado para as concessões do BPC por vias judiciais, sob o argumento de que o requerente que teve seu pedido negado por extrapolar o limite de renda do programa, tem condições socioeconômicas tão agravadas quando os naturalmente eleitos pelas regras atuais do benefício. As reclamações com esse teor argumentativo chegaram até o Supremo Tribunal Federal (STF) diversas vezes, embora só em 2013 o SFT tenha formado o entendimento de que outros elementos comprobatórios de miserabilidade podem ser usados para conceder judicialmente o benefício, sem, no entanto, estipular quais seriam esses critérios. Com isso, a lei que regulamenta o programa ficou omissa quanto aos novos critérios, e o antigo critério ainda continua válido. A principal conclusão deste trabalho é que os estratos de renda per capita – de até 1/4 e maior que 1/4 e até 1/2 – não são diferentes em pobreza quando levadas em conta várias dimensões. Além da similaridade do índice sintético geral, os grupos também são similares nas dimensões desagregadas do índice e na distribuição das famílias por índice de pobreza. Outra conclusão relevante é que, mesmo havendo um tratamento não isonômico entre pessoas com deficiência e idosos na LOAS, esses não diferem quanto ao grau de pobreza medido pelo índice, tanto comparados dentro dos estratos quando entre os estratos.

Tipo de Documento Monografia de licenciatura
Idioma Português
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