Autor(es):
Pereira, Érika da Cruz
Data: 2014
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Lei Maria da Penha; Violência contra as mulheres; Feminismo; Violência doméstica; Homens autores de violência; Masculinidade; Lei Maria da Penha; Lei Maria da Penha; Violência contra as mulheres; Violência contra as mulheres; Feminismo; Feminismo; Violência doméstica; Violência doméstica; Homens autores de violência; Homens autores de violência; Masculinidade; Masculinidade
Descrição
Monografia (graduação)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social, 2014.
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A violência contra a mulher é um fenômeno mundial e um sério problema na sociedade brasileira, que muitas vezes passa despercebida. Todos os dias, uma mulher é vitima de algum tipo de violência e, normalmente, seu companheiro é seu principal agressor. Foi o movimento feminista que criticou a cultura patriarcal e denunciou a relação de dominação do homem sobre a mulher. A Lei nº 11.340/2006, Lei Maria da Penha, teve importante papel no avanço dos direitos das mulheres e deixou claro que a violência contra a mulher não é uma questão da esfera privada e sim, da pública. Este dispositivo legal trouxe em seu artigo 35, inciso V, a possibilidade de criação de centros de educação e de reabilitação para os agressores, porém até hoje em dia existem poucas iniciativas neste sentido. Os trabalhos com homens autores de violência contra a mulher são recentes, ainda se tem muitas criticas sobre eles e não se tem metodologia nem nomenclatura definidas. As poucas pesquisas e iniciativas sobre esta questão identificadas no Brasil serviram de estimulo para a realização do presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que tem como objetivo estudar a importância dos centros (ou grupos de reflexão) para os homens, no enfrentamento da violência contra a mulher, e conhecer os desafios enfrentados para sua implementação. Para isso foi realizado um estudo bibliográfico com a finalidade de analisar as experiências no atendimento a homens autores de violência contra a mulher, sistematizadas e disponibilizadas nas publicações acadêmicas que integram o SCIELO. Com a pesquisa realizada neste TCC, percebeu-se que os profissionais que trabalham com a violência contra a mulher vêm mostrando maior preocupação em se incluir os homens no atendimento, e os estudos realizados com os homens vem aumentando.