Autor(es):
Oreiro, José Luis ; Punzo, Lionello ; Araújo, Eliane Cristina de ; Squeff, Gabriel Coelho
Data: 2016
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10438/16787
Origem: Oasisbr
Assunto(s): Crescimento econômico; Taxa de câmbio; Política monetária e economia brasileira; Economia; Desenvolvimento econômico; Brasil - Condições econômicas; Crescimento econômico; Crescimento econômico; Taxa de câmbio; Taxa de câmbio; Política monetária e economia brasileira; Política monetária e economia brasileira; Economia; Economia; Desenvolvimento econômico; Desenvolvimento econômico; Brasil - Condições econômicas; Brasil - Condições econômicas
Descrição
Neste artigo argumentamos que a economia brasileira passou por um processo recente de aceleração do crescimento, puxado pelas exportações e pela formação bruta de capital fixo. Embora esse padrão de crescimento seja mais robusto do que o verificado na década de 1990, constata-se ainda a existência de restrições macroeconômicas à continuidade desse crescimento no longo prazo, quais sejam, o desequilíbrio cambial, verificado na economia brasileira notadamente a partir de 2005, e o modus operandi da política monetária. Dessa forma, configura-se a existência de uma armadilha juros-câmbio na economia brasileira. Nesse contexto, a eliminação do desalinhamento cambial imporia uma forte elevação da taxa de juros, o que teria impacto nocivo sobre o investimento e, portanto, sobre a sustentabilidade do crescimento econômico no longo prazo. Para eliminar esta armadilha propomos um conjunto de medidas de política econômica, a saber: adoção de metas implícitas de câmbio, controles sobre a saída de capitais de curto prazo e a flexibilização do regime de metas de inflação no Brasil.