Author(s):
Ribeiro, Maria Isabel ; Couto, Catarina ; Ribeiro, Renata ; Silva, Sónia
Date: 2015
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/12555
Origin: Biblioteca Digital da UPB
Project/scholarship:
info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/UID/SOC/04011/2013/PT;
Subject(s): Alimentos; Genética; Riscos; Transgénicos
Description
Desde a década de 90 do século passado que se tem intensificado a produção de transgénicos na expetativa de melhorar as variedades já existentes ou desenvolver novas, mais robustas, de maior qualidade e rendimento. O presente estudo teve como objetivo ter uma perceção sobre o conhecimento e a confiança da população sobre os transgénicos. Foi desenvolvido um estudo quantitativo e descritivo que teve como base uma amostra acidental, constituída por 280 indivíduos residentes no concelho de Bragança com idades entre os 18 e os 88 anos. Mais de metade dos inquiridos (60,4%) afirmou saber o que são produtos transgénicos sendo que apenas 31,4% referiu já os ter consumido. Na hora da compra a preferência, da maioria, recai sobre os produtos convencionais (60%). De destacar que uma parte significativa afirma que está disposta a comprar estes produtos desde sejam mais nutritivos (50%) ou mais baratos (11,8%). Por outro lado, considera que a existência destes produtos no mercado podem melhorar a qualidade de vida das populações (46,8%) e por isso reconhece ser importante o desenvolvimento de mais investigação nesta área (51,1%) para que haja mais informação disponível (86,4%) que permita ao consumidor tomar uma decisão mais informada e consciente. Considerando as divergências existentes na comunidade científica quanto aos riscos dos transgénicos para o meio ambiente e para a saúde humana, 41,1% dos inquiridos consideram que estes produtos deveriam ser proibidos e só 20% são da opinião de que a biotecnologia já fornece as garantias de segurança suficientes. Pode concluir-se que o consumidor não se considera bem informado sobre os produtos transgénicos e por isso no momento da compra opta pela decisão que considera ser de menor risco. Uma vez que a biotecnologia pode oferecer, incontestavelmente, benefícios para o rendimento sustentável, acréscimo de alimentos e prosperidade económica, torna-se fundamental, informar e educar o consumidor.