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Produtividade de colza, girassol e soja em situações culturais diversas: variedades, datas de sementeira e adubação azotada

Autor(es): Tipewa, Nelson

Data: 2017

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/14289

Origem: Biblioteca Digital da UPB

Assunto(s): Brassica napus; Helianthus annuus; Glycine max; índice de colheita


Descrição

O cultivo de plantas oleaginosas tem aumentando extraordinariamente um pouco por todo o mundo. O presente trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de diferentes aspetos culturais no comportamento da colza, girassol e soja em ensaios de campo. Os ensaios decorreram de setembro de 2015 a outubro de 2016 em Bragança (Portugal). No ensaio da colza avaliou-se a resposta da cultura em três datas de sementeiras (25/09/2015, 16/10/2015 e 14/11/2015) e quatro modalidades de fertilização azotadas (fundo+cobertura: 25+125 kg N ha-1; 25+75 kg N ha-1; 25+25 kg N ha-1 e testemunha, sem aplicação de azoto). O ensaio foi conduzido em regime de sequeiro. No ensaio de girassol avaliaram-se alguns parâmetros morfológicos e a produtividade de seis variedades híbridas, cinco das quais recomendadas para o território português (Kiara, P63HH79, Oleko, Fortini e Mooelli) e uma para o território angolano (Chitra), quando cultivadas em duas densidades 40 000 (D4) e 60 000 (D6) plantas/ha também em regime de sequeiro. No ensaio da soja avaliou-se a produção de biomassa de uma variedade recomendada para o território angolano (Tabarana), quando cultivada em quatro densidades (133333, 200000, 250000 e 333333 plantas/ha) em regime de regadio. Na colza, as diferentes datas de sementeiras revelaram diferenças significativas na produção de biomassa e no azoto exportado avaliados em três colheitas na fase vegetativa. A adubação azotada efetuada em fundo (antes da sementeira) não originou diferenças significativas na produção de biomassa e azoto exportado na primeira e na segunda colheita efetuadas na fase vegetativa antes da adubação de cobertura. Na terceira colheita efetuada após a adubação de cobertura, já foram registadas diferenças significativas entre os tratamentos fertilizantes. Na colheita, as diferentes datas de sementeiras revelaram diferenças significativas na produção de biomassa (na palha e no grão) e no azoto exportado. Quanto mais precoce a sementeira maior foi a produção e o azoto exportado. A adubação azotada também originou diferenças significativas entre tratamentos, tendo a produção aumentado até à dose de 100 kg N ha-1. A produção de grão atingiu 6000 kg ha-1 na modalidade mais produtiva. Os resultados mostraram de forma inequívoca grandes vantagens na sementeira precoce, devendo, se possível, ser efetuada ainda em setembro nesta região. A planta respondeu também a doses moderadas de azoto. 2 No girassol, os diferentes híbridos revelaram características morfológicas distintas relativamente à altura, diâmetro do caule e diâmetro do capítulo. Estes parâmetros variaram também de forma significativa em função da densidade de plantação. As plantas cultivadas na densidade D4 apresentaram-se mais vigorosas, sendo significativamente mais altas, com maior diâmetro do caule e do capítulo e maior produção de grão por planta. Na densidade D4 a produção por unidade de área tendeu a ser superior relativamente a D6. Foi estabelecida uma relação linear significativa nos diferentes parâmetros de vigor entre si e entre estes e a produção de grão por planta. De notar que entre o diâmetro do caule e a produção de grão por planta foi estabelecida uma relação linear significativa com R2=0,79. A variedade mais produtiva foi a Kiara, com 2886 kg/ha. Na soja as diferentes densidades de sementeiras não originaram diferenças significativas na produção de biomassa, concentração de azoto na planta e azoto exportado, embora estes parâmetros tenham aumentado de forma consistente com a densidade de sementeira, sugerindo o resultado que será possível obter melhores produções com a densidade mais elevadas (33,3 plantas m-2). Contudo, as plantas não terminaram o ciclo, não sendo possível registar a produção de grão. Nesta região o cultivo de soja terá de estar baseado em variedades de ciclo mais curto.

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
Contribuidor(es) Biblioteca Digital da UPB; Rodrigues, M.A.; Arrobas, Margarida
Licença CC
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