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Caraterização e adesão à terapêutica anti-hipertensiva no Norte de Portugal

Autor(es): Leitão, Alexandra ; Araújo, Cândida ; Martins, Débora ; Pereira, Marta ; Pereira, Olívia R. ; Pinto, Isabel C.

Data: 2017

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/14456

Origem: Biblioteca Digital da UPB

Assunto(s): Adesão à terapêutica; Adesão à terapêutica anti-hipertensiva; Hipertensão arterial; Medida de adesão à terapêutica (MAT); Terapêutica anti-hipertensiva


Descrição

A hipertensão arterial encontra-se entre as doenças crónicas não transmissíveis mais prevalentes na população mundial. A adesão à terapêutica anti-hipertensiva contribui para um melhor controlo da doença. Objetivos: Caracterizar o tratamento farmacológico anti-hipertensivo, determinar a prevalência da adesão à terapêutica e fatores associados em hipertensos do norte de Portugal. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo do tipo transversal e descritivo-correlacional, numa amostra de 385 hipertensos do norte de Portugal. O instrumento de recolha de dados utilizado consistiu num questionário de auto-preenchimento com a escala MAT (Medida de Adesão à Terapêutica) validada para a população portuguesa (7 itens com escala de Likert de 1 a 6 pontos, e cujo score médio ≥5 pontos corresponde a “aderente”). Foi usada estatística descritiva, bem como, análise estatística univariada e multivariada, com nível de significância de 5%. Resultados: A idade média dos participantes deste estudo foi de 62,5 anos, variando entre os 19 e os 94 anos, sendo a maioria da amostra constituída por hipertensos do género feminino (70,8%). Como terapêutica anti-hipertensiva em uso, observou-se que 54,0% da amostra tem prescritos medicamentos de marca, em que o mais frequente foi o Lasix® 40mg (5,2%) e como medicamento genérico o Losartan 50mg (4,2%), sendo que o grupo mais prevalente foi dos Antagonistas dos Recetores de Angiotensina (ARA) usado por 33,5% dos hipertensos. Quanto à adesão à terapêutica anti-hipertensiva, a prevalência foi de 93,2%, sendo os indivíduos com mais de 50 anos (p=0,003), profissionalmente ativos ou reformados (p<0,001) quem mais adere à terapêutica. Discussão e Conclusões: Os resultados deste estudo indicam que os hipertensos do norte de Portugal têm uma boa adesão à terapêutica anti-hipertensiva, nomeadamente as pessoas mais velhas e ativas ou reformadas tendem a ser os que se mostram mais preocupados em controlar a sua doença através do uso correto da terapêutica farmacológica prescrita.

Tipo de Documento Póster em conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Biblioteca Digital da UPB
Licença CC
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