Author(s): Machado, Maria Augusta Teixeira Pereira
Date: 2020
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/21049
Origin: Biblioteca Digital da UPB
Subject(s): Economia circular; Economia social; Partilha; Economia inteligente; Sustentabilidade
Author(s): Machado, Maria Augusta Teixeira Pereira
Date: 2020
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/21049
Origin: Biblioteca Digital da UPB
Subject(s): Economia circular; Economia social; Partilha; Economia inteligente; Sustentabilidade
“Entre, quem é?” é uma expressão da hospitalidade transmontana. Região desfavorecida, envelhecida e de baixa densidade populacional. Deficitária no sector secundário, abundante em produtos de qualidade reconhecida, equilibrada na diversidade da agricultura e na multiplicidade dos serviços, em que as organizações da economia social são um pilar do desenvolvimento e da empregabilidade. Respondem a carências sociais, sabem utilizar de forma inteligente os meios de que dispõem, têm presente o sentimento de partilha, mas ainda não se organizaram para implementar um modelo de gestão partilhada. Para o propósito de estudo partiu-se da seguinte pergunta de investigação: Existe predisposição dos agentes da economia social para a partilha de recursos? Assente num estudo de caso da Terra Quente transmontana foi utilizada uma metodologia mista consubstanciada numa abordagem exploratória qualitativa dirigida a gestores (entrevistas em profundidade) e numa abordagem exploratória quantitativa dirigida a colaboradores (inquérito por questionário). Procedeu-se ainda a pesquisa bibliográfica e documental. Os resultados do estudo permitiram observar a existência de predisposição para a partilha e inferir que estas organizações têm um impacto económico significativo em número, trabalho remunerado e volume de negócios. Aferiu-se a relação entre a demonstração de interesse na partilha e a qualificação adequada à função dos gestores e colaboradores. Verificou-se a prática da partilha informal e não regulada de recursos próprios e alheios, entre parceiros de proximidade, sem que exista um modelo de gestão de conhecimento, ativos, tempo, uso, reutilização e aproveitamento. Antevê-se que o estudo possa servir de base científica/metodológica para um projeto de investimento regional, beneficiando das oportunidades de apoio ao investimento em I&D, e estabelecimento de parcerias, conciliando o interesse numa região smart e a aplicação dos princípios da economia circular. Acredita-se que a promoção deste novo paradigma, através de ações de marketing social, será conducente a mudanças nos comportamentos e atitudes das organizações e da sociedade, e que possa ser disseminado noutras regiões.