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Fluxos de CO2 na interface relva/atmosfera num espaço verde da cidade de Bragança: influência das práticas de gestão

Autor(es): Silva, Alan Victor ; Feliciano, Manuel ; Patrício, Maria Sameiro

Data: 2022

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10198/27415

Origem: Biblioteca Digital da UPB

Projeto/bolsa: info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDB/00690/2020/PT; info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDP/00690/2020/PT;

Assunto(s): Dióxido de carbono; Fluxo liquido de Carbono; Espaços verdes urbanos; Respiração do solo; Relvado


Descrição

O CO2 é o gás que mais contribui para o efeito de estufa (64%) e, globalmente, as cidades representam 75% das emissões de carbono. O potencial dos espaços verdes urbanos (EVU) como sumidouros de CO2 é influenciado pelo tipo de vegetação e práticas de gestão e manutenção [1]. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade como sumidouro de CO2 do relvado de um EVU (Piscinas Municipais) localizado em Bragança, Portugal, submetido a prática de gestão convencional, durante o período compreendido entre Fevereiro e Junho de 2021. Os fluxos de CO2 foram medidos em contínuo com recurso ao sistema LI-8100A da LI-COR Biosciences ®, envolvendo também a monitorização de parâmetros edafoclimáticos e vegetativos. O resultado obtido é marcado por uma diminuição das capacidades de absorção de CO2 pela superfície verde, devido ao corte frequente da relva como forma de manutenção do relvado, causando a redução da capacidade fotossintética. Observou-se a influência do clima e das práticas de manutenção nos parâmetros vegetativos e, consequentemente, nos fluxos de CO2 nesta tipologia de EVU. Em termos médios, a superfície comportou-se como fonte de CO2 durante o período de avaliação, com um fluxo líquido de emissão de aproximadamente 1,2 g C m-2d-1. Concluiu-se que do ponto de vista da mitigação de gases de efeito de estufa é preferível manter a superfície relvada ao solo nu, todavia deve ser ponderado o uso excessivo deste tipo de cobertura, sempre que possível, devendo-se instalar áreas de compensação arbustivas e arbóreas nas zonas mais afastadas da piscina onde esse tipo de cobertura verde não seja fundamental.

Tipo de Documento Póster em conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Biblioteca Digital da UPB
Licença CC
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