Author(s):
Raposo, Sílvia ; Fernandes, Sílvia ; Dias, Piedade ; Fernandes, Lúcia ; Sauane, Sónia ; Magalhães, Carlos Pires
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10198/37157
Origin: Biblioteca Digital do IPB
Subject(s): Lesões encefálicas traumáticas; Serviço hospitalar de emergência; Enfermeiros; Prevenção
Description
Como consequência de uma força mecânica direta ou indireta aplicada na cabeça ocorre um traumatismo cranioencefálico. No âmbito de saúde pública de mundial, é considerado um dos principais problemas, encontrando-se entre os tipos de trauma mais frequentes num serviço de urgência. Objetivos: Caracterizar o perfil da pessoa vítima de TCE atendida num serviço de urgência de uma Unidade Local de Saúde da região norte de Portugal. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, observacional e descritivo, respeitante a uma amostra de 153 vítimas de traumatismo cranioencefálico admitidas no serviço de urgência de uma unidade local de saúde, entre 5 de abril a 5 de julho de 2022. Resultados: Amostra maioritariamente do sexo masculino (56.9%), com uma média de idade de 63.5 anos, predominantemente na faixa etária ≥ 85 anos (29.4%). O fator de risco predominante foi a idade ≥ 65 anos, a principal etiologia do traumatismo foram as quedas da própria altura (56.3%), com gravidade classificada como ligeira (98.6%). Como principal sintomatologia destaca-se a perda de consciência (22.3%). A Tomografia Computorizada cerebral foi o exame de diagnóstico mais requisitado (84.9%) e as principais lesões associadas foram as lesões da pele e couro cabeludo (42.5%). A taxa de prevalência de traumatismo cranioencefálico no período observado foi de 1.68%. Conclusão: No contexto da pessoa vítima de TCE, e pelo perfil identificado, é importante que sejam implementadas medidas mais eficientes na prevenção do TCE, principalmente na pessoa idosa, ao atuar na educação para a prevenção de quedas, na identificação e sinalização de doentes de risco e no esclarecimento e orientação das vítimas e seus familiares e cuidadores, alertando-os para a possibilidade de sinais e sintomas tardios, que podem surgir vários dias após o trauma inicial. Releva ainda o papel do enfermeiro no atendimento complexo e diferenciado na prevenção de complicações.