Author(s):
Rebelo, Mafalda Cruz
Date: 2019
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/30894
Origin: Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Subject(s): Antissepsia; Contaminação; Eficácia; Germicidas; Antissepsia; Antissepsia; Contaminação; Contaminação; Eficácia; Eficácia; Germicidas; Germicidas
Description
Na prática clínica na área da saúde e, em concreto, em Medicina Dentária, não só os profissionais de saúde, como também os doentes submetidos a procedimentos dentários, estão expostos a diversos agentes patogénicos (quer estejam presentes na saliva, no sangue, ou até mesmo nas mãos). Quando existe uma exposição associada à falta de cuidados de higiene ou quando não tenham sido adotadas medidas rigorosas de controlo de infeção, é aumentada a probabilidade do desenvolvimento de doenças. Como forma de evitar o contágio, é recomendada a utilização de meios de proteção, como as luvas, máscaras e viseiras, que vão funcionar como uma segunda barreira à entrada dos microrganismos no organismo. Contudo, estas medidas não são suficientes, sendo necessário que todo o ambiente em torno da prática clínica seja seguro e livre desses microrganismos com potencial poder patogénico. Assim, é essencial que também sejam tomadas medidas de antissepsia, que visam a diminuição ou a eliminação completa dos agentes patogénicos por meio de ação química. Isto é possível através da aplicação de agentes químicos, mais concretamente de antissépticos e desinfetantes, sobre tecidos vivos ou sobre superfícies, respetivamente. De acordo com a constituição, complexidade e o tipo de contacto (associado ao risco de infeção) a que cada instrumento foi ou irá ser sujeito durante a prática clínica, é escolhido o grau de descontaminação necessário. Contudo, a grande maioria dos instrumentos utilizados em Medicina Dentária são submetidos a três etapas de limpeza: limpeza propriamente dita, antissepsia/ desinfeção e esterilização. Ao longo deste trabalho são referidos alguns dos antissépticos e desinfetantes mais utilizados em Medicina Dentária, como a clorhexidina, o álcool, o hipoclorito de sódio, a iodopovidona. São descritas as suas características, mecanismos de ação, eficácia, efeitos adversos e algumas das suas aplicações na prática clínica.