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Demência associada ao uso prolongado de inibidores da bomba de protões

Autor(es): Rodrigues, Andreia Rocha

Data: 2024

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.26/50813

Origem: Instituto Politécnico de Coimbra

Assunto(s): Inibidores da bomba de protões; Efeitos adversos; Demência; Uso prolongado; Proton pump inhibitors; Adverse effects; Dementia; Long-term use


Descrição

A demência, uma condição complexa e debilitante que impacta a função cognitiva e a qualidade de vida, tem suscitado preocupações quanto à sua associação com o uso prolongado de Inibidores da Bomba de Protões (IBPs). Estes medicamentos, frequentemente prescritos para tratar condições como refluxo gastroesofágico, úlcera péptica e dispepsia, têm sido alvo de questionamentos devido ao seu uso em condições não indicadas, podendo apresentar riscos associados ao desenvolvimento de demência, especialmente em idosos frequentemente submetidos a polimedicação. Este estudo visa analisar as teorias propostas sobre a possível relação entre o uso de IBPs e o risco de demência. A compreensão desse cenário é crucial para fundamentar decisões clínicas e orientar a prática médica, proporcionando uma avaliação mais precisa dos benefícios e riscos associados a esses medicamentos. Deste modo, a revisão abrange uma análise crítica das evidências disponíveis, considerando artigos publicados entre 2015 e 2023, relacionados com o uso prolongado de IBPs e o risco de demência. As evidências sobre a associação entre IBPs e demência são, até ao momento, inconsistentes.Estudos divergentes indicam um espectro variado de resultados, com algumas análises apontando para um aumento no risco, enquanto outras não encontram associação significativa. Limitações nos desenhos dos estudos, tais como tamanhos amostrais reduzidos e a interferência de cofatores, impactam a qualidade das conclusões obtidas. Assim, torna-se imperativo acompanhar de perto os pacientes submetidos a uma terapia crónica com IBPs quanto a possíveis alterações na função cognitiva, particularmente em pacientes mais idosos, até que estudos adicionais possam estabelecer uma relação causal definitiva. Além disso, a decisão de prescrever ou continuar o uso de IBPs deve ser baseada numa avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos para cada paciente individual, de forma a garantir a segurança e qualidade de vida daqueles que enfrentam os desafios da demência.

Tipo de Documento Dissertação de mestrado
Idioma Português
Contribuidor(es) Repositório Comum; Barbosa, Zélia
Licença CC
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