Author(s): Maurício, João Nuno Cerdeira
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/64686
Origin: Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Subject(s): Septos de Underwood; Seio maxilar; Tomografia computadorizada de feixe cónico
Author(s): Maurício, João Nuno Cerdeira
Date: 2026
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/64686
Origin: Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Subject(s): Septos de Underwood; Seio maxilar; Tomografia computadorizada de feixe cónico
Objetivos: Avaliar a prevalência, localização e características morfológicas dos septos de Underwood através de tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), destacando a sua relevância em cirurgias de elevação do seio maxilar. Materiais e Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo com recurso a exames de CBCT de 219 pacientes adultos da Clínica Universitária Egas Moniz. Foram avaliadas a prevalência, número, extensão (parcial/total) e localização regional (anterior/média/posterior) dos septos com altura igual ou superior a 2,5 mm. Os dados obtidos foram submetidos a análise por estatística descritiva e inferencial utilizando o software SPSS. Resultados: Foi identificado pelo menos um septo em 49,3% dos pacientes, verificando-se uma distribuição bilateral em 22,4% dos casos. Dos 219 septos avaliados, observou-se uma predominância de septos totais (n = 163) relativamente aos parciais (n = 56). Relativamente à distribuição anatómica, a região anterior foi a mais frequente (45,66%), seguida das regiões média e posterior. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na prevalência de septos entre os sexos (p>0,05), nem uma associação significativa entre a extensão dos septos e a respetiva localização no seio maxilar (p=0,542). Conclusões: Os septos de Underwood apresentam uma elevada prevalência e variabilidade anatómica, verificando-se uma predominância de septos totais e localizados na região anterior do SM. A avaliação individualizada através de CBCT constitui uma etapa fundamental para aumentar a segurança e a previsibilidade dos procedimentos cirúrgicos na maxila posterior.
Objectives: To evaluate the prevalence, anatomical location, and morphological characteristics of Underwood’s septa using cone-beam computed tomography (CBCT), with emphasis on their clinical relevance in maxillary sinus elevation procedures. Materials and Methods: A retrospective study was conducted using CBCT scans from 219 adult patients treated at the Egas Moniz University Clinic. The prevalence, number, extension (partial or complete), and regional distribution (anterior, middle, posterior) of septa measuring ≥2.5 mm in height were assessed. The data were analyzed using descriptive and inferential statistical methods with SPSS software. Results: At least one septum was identified in 49.3% of patients, with bilateral occurrence observed in 22.4% of cases. Among the 219 septa evaluated, complete septa (n = 163) were more prevalent than partial septa (n = 56). Regarding anatomical distribution, the anterior region was the most frequent (45.66%), followed by the middle and posterior regions. No statistically significant differences were found in septa prevalence between sexes (p>0.05), nor was there a significant association between septa extension and their location within the maxillary sinus (p=0.542). Conclusions: Underwood’s septa exhibit high prevalence and notable anatomical variability, with a predominance of complete septa located in the anterior maxillary sinus. Individualized CBCT evaluation is essential to improve surgical safety and predictability in posterior maxillary procedures.