Autor(es):
Ribeiro, Maria Moderno
Data: 2026
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.26/64803
Origem: Universidade Politécnica de Coimbra
Assunto(s): Institucionalização; Acolhimento residencial; Competências socioemocionais; Social and Emotional Learning; Abordagem pedagógica; Institutionalization; Residential care; Social-emotional skills; Pedagogical approach
Descrição
O presente estudo baseia-se numa investigação-ação aplicada a uma turma do 1.º ano do 1.º CEB composta por 16 crianças, estando duas delas em regime de institucionalização. A identificação de lacunas ao nível do desenvolvimento socioemocional das crianças institucionalizadas, com influência negativa no seu percurso escolar, motivou uma investigação com o intuito de averiguar o potencial da abordagem pedagógica no seu desenvolvimento socioemocional. O estudo tem início com uma fundamentação teórica acerca dos desafios inerentes ao maltrato familiar, afastamento familiar e decorrente institucionalização, bem como das necessidades educativas das crianças institucionalizadas. Concluiu-se que um modelo de aprendizagem SEL seria o indicado para auxiliar as crianças a superar estas dificuldades. Criou-se, assim, um programa de promoção de competências socioemocionais. Através da análise das gravações de áudio das sessões realizadas e de um questionário aplicado antes e depois da intervenção, conclui-se que a abordagem pedagógica é determinante no desenvolvimento socioemocional das crianças, tendo efeitos positivos na sua motivação, empenho e interação. Contudo, o desenvolvimento de competências socioemocionais mais complexas, como gerir emoções ou tomar decisões conscientes em momentos de conflito, carecem de uma intervenção SEL mais prolongada e consistente. Conclui-se que as crianças institucionalizadas beneficiam de uma abordagem pedagógica SEL, apresentando, até, uma evolução mais acentuada que os seus pares em alguns dos subdomínios. Como limitações do estudo destacam-se a curta duração da intervenção, a falta de consistência e a amostra reduzida.
This study is based on an action research project conducted with a first-grade class of elementary school, consisting of 16 children, two of whom are in institutional care. The identification of gaps in the social and emotional development of institutionalized children, which negatively impact their educational trajectory, motivated this research to explore the potential of a pedagogical approach to support their socio-emotional development. The study begins with a theoretical framework addressing the challenges inherent in family maltreatment, family separation, and resulting institutionalization, as well as the educational needs of the institutionalized children. It was concluded that a SEL learning model would be appropriate to help children overcome these difficulties. Thus, a program to promote social-emotional skills was created. Through the analysis of audio recordings from the sessions and a questionnaire administered before and after the intervention, it was concluded that the pedagogical approach is crucial to the children’s social-emotional development, having positive effects on their motivation, engagement, and interaction. However, the development of more complex social-emotional skills, such as managing emotions or making informed decisions during conflicts, requires a more prolonged and consistent SEL intervention. It is therefore concluded that institutionalized children benefit from a SEL pedagogical approach, showing even more pronounced progress than their peers in some of the subdomains. Limitations of the study include the short duration of the intervention, the lack of consistency and the small sample size.