Author(s): Bramão, Marta Correia
Date: 2025
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/64881
Origin: Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Subject(s): Enfermagem obstétrica; Violência obstétrica; Migrantes; Mulheres; Racismo
Author(s): Bramão, Marta Correia
Date: 2025
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10400.26/64881
Origin: Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Subject(s): Enfermagem obstétrica; Violência obstétrica; Migrantes; Mulheres; Racismo
O presente relatório tem como objetivo relatar o percurso desenvolvido com vista à aquisição das competências de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica e as competências para obtenção do grau de Mestre, no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Todas as mulheres e famílias têm o direito de poder vivenciar cuidados de saúde reprodutiva de qualidade e respeitosos, que promovam uma experiência positiva, quer seja no período pré-natal, intraparto, pós-parto, mas também em situações de interrupção da gravidez. Contudo, isso nem sempre se verifica, uma vez que várias entidades assumem que existe desrespeito e maus-tratos a nível global. O termo “violência obstétrica” gera alguma controvérsia, no entanto é o termo empregado para referir os maus-tratos e desrespeito por vezes praticados pelos profissionais de saúde, aquando da prestação de cuidados em saúde reprodutiva. As mulheres com maior risco de sofrerem violência obstétrica são as mulheres migrantes, devido a uma intersecção de fatores, entre os quais a etnia, costumes e o idioma. Existem poucos estudos acerca das experiências das mulheres migrantes, percecionadas como violência obstétrica, pelo que surgiu a necessidade de as conhecer, através do estudo empírico do presente relatório. Foi realizada uma Revisão Scoping segundo as orientações do Joanna Briggs Institute, de forma a mapear a evidência científica existente sobre este tema. Posteriormente foi desenvolvido um estudo exploratório descritivo, no qual foi elaborado e aplicado um questionário às mulheres migrantes, onde puderam relatar as experiências por elas identificadas como violência obstétrica. Foram apresentados os dados quantitativos com recurso a gráficos e realizada análise de conteúdo segundo Bardin (2016) para tratar os dados qualitativos. Os resultados demonstraram que algumas mulheres migrantes referem ter sentido uma abordagem diferenciada por parte dos profissionais de saúde, por serem de etnias diferentes, terem costumes diferentes e falarem outro idioma, enquanto outras sofreram formas claras de violência.
The present report aims to describe the process undertaken to acquire the competencies of Specialist Nurse in Maternal and Obstetric Health and the competencies required to obtain a Master’s degree, as part of the Master's Programme in Maternal and Obstetric Health Nursing. All women and families have the right to experience respectful and high-quality reproductive healthcare, which promotes a positive experience, whether in the prenatal, intrapartum, postpartum periods, or in cases of pregnancy termination. However, this is not always the case, as various organisations recognise that disrespect and mistreatment occur on a global scale. The term “obstetric violence” generates some controversy, yet it is the term used to describe the mistreatment and disrespect sometimes practised by healthcare professionals, when providing reproductive healthcare. Migrant women are at greater risk of experiencing obstetric violence due to an intersection of factors, including ethnicity, customs, and language. There are only a few studies on migrant women’s experiences, perceived as obstetric violence, which highlighted the need to explore these experiences through the empirical study presented in this report. A scoping review was conducted following the Joanna Briggs Institute guidelines to map the existing scientific evidence on this topic. Subsequently, a descriptive exploratory study was carried out, in which a questionnaire was developed and applied to migrant women, allowing them to report their experiences identified as obstetric violence. Quantitative data were presented using graphs, and content analysis was conducted following Bardin (2016) to process the qualitative data. The results showed that some migrant women reported feeling they were treated differently by healthcare professionals due to their different ethnicities, customs, and language, while others had experienced clear forms of violence.