Author(s): Pita, João Rui ; Pereira, Ana Leonor
Date: 2022
Persistent ID: https://hdl.handle.net/10316/113594
Origin: Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Subject(s): Higiene; higienismo; beleza; cosmética; corpo
Author(s): Pita, João Rui ; Pereira, Ana Leonor
Date: 2022
Persistent ID: https://hdl.handle.net/10316/113594
Origin: Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Subject(s): Higiene; higienismo; beleza; cosmética; corpo
O processo de cientificação química e de laboratorialização que se operou nas últimas décadas do século XIX permitiu realizar análises de aplicação à saúde pública e construir uma nova cultura higienista. A distinção entre higiene pública e higiene privada foi-se afirmando nas últimas décadas do século XIX e durante a primeira metade do século XX. Portugal foi acompanhando a inovação científica produzida no estrangeiro. Nestas matérias, países como a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha protagonizaram a criatividade no campo da higiene pública e privada. Entre finais do século XIX e inícios do século XX podem assinalar-se em Portugal diversos cientistas com preocupações nos domínios referidos e igualmente diversas instituições de higiene e saúde pública e outras ligadas à produção de cosméticos e de produtos de higiene corporal. A higiene pessoal, isto é, do corpo considerado individualmente, foi sempre uma parte constituinte da higiene privada. A higiene do corpo prendeu-se com práticas como a lavagem da face, do pescoço e das mãos, o banho, a limpeza da boca e dos dentes, a lavagem das zonas íntimas e dos cabelos, a limpeza das unhas, etc. As noções de limpo e de sujo são formatadas e normalizadas em função dos contextos histórico-geográficos e socioculturais. No presente capítulo os autores tratam da distinção entre higiene pública e privada e desenvolvem a temática da cultura higienista e cosmética, mostrando a importância da higiene e decoração do corpo, relacionando a realidade portuguesa com o contexto internacional, entre finais do século XIX e primeira metade do século XX.