Author(s):
Gomes, Gustavo Ferreira
Date: 2025
Persistent ID: https://hdl.handle.net/10316/119681
Origin: Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Subject(s): ADHD; Music therapy; Music; Neurodevelopment; PHDA; Musicoterapia; Música; Neurodesenvolvimento
Description
Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) is a neurodevelopmental disorder characterized by a persistent pattern of symptoms of inattention and/or hyperactivity and impulsivity, commonly associated with emotional dysregulation symptoms. Underlying this disorder are neurobiological alterations in various neuronal networks, brain areas, and signaling pathways, with monoaminergic pathways being the most studied. ADHD benefits from a multimodal treatment approach encompassing pharmacological and non-pharmacological measures. Pharmacological therapy includes stimulant medications, such as amphetamines and methylphenidate, and non-stimulant options, such as atomoxetine. Non-pharmacological therapy includes behavioral therapies, such as cognitive-behavioral therapy (CBT), and other interventions like music therapy. Music therapy, as a discipline, is relatively recent and corresponds to the clinical application of music, making use of its therapeutic properties. Music has the ability to induce changes in brain areas altered in ADHD, suggesting its potential application in the treatment of this disorder. Despite their limitations, the articles included in this review demonstrate the positive impact of various forms of music therapy on ADHD symptoms, supporting the hypothesis of its potential use for therapeutic purposes.
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de atenção (PHDA) é uma perturbação do neurodesenvolvimento caracterizada por um padrão persistente de sintomas de défice de atenção e/ou hiperatividade e impulsividade, comummente associada a sintomas de desregulação emocional. Subjacente a esta perturbação estão alterações neurobiológicas em diversas redes neuronais, áreas cerebrais e vias de sinalização, sendo as mais estudadas as monoaminérgicas. A PHDA beneficia de um tratamento multimodal que abrange medidas farmacológicas e não-farmacológicas. A terapêutica farmacológica consiste em medicação estimulante, como as anfetaminas e o metilfenidato, e não-estimulante, como a atomoxetina. A terapêutica não-farmacológica abrange terapias comportamentais, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), e outras intervenções como a musicoterapia. A musicoterapia, enquanto disciplina, é relativamente recente, e corresponde à aplicação da música na clínica, retirando benefícios das suas propriedades terapêuticas. A música tem a capacidade de desencadear mudanças nas áreas cerebrais que se encontram alteradas na PHDA, sugerindo a sua possível aplicação no tratamento desta perturbação. Apesar das limitações, os estudos constantes no presente texto de revisão demonstram o impacto positivo de diversas formas de musicoterapia nos sintomas de PHDA, corroborando a hipótese de poder ser usada para fins terapêuticos.