Author(s): Thomas, Steve ; Barry, Sarah ; Johnston, Bridget ; Burke, Sara
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Author(s): Thomas, Steve ; Barry, Sarah ; Johnston, Bridget ; Burke, Sara
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Ireland’s health care system is a weak Beveridgean system with no entitlement to free care and substantial acute waiting lists. Just under half the population has voluntary private health insurance and there is a two-tier access to acute care with dual practice consultants. Ireland experienced a multifaceted and severe economic crisis from 2008. From late 2010 until late 2013, the government was forced into a Troika bailout of €85 billion. The health sector was given a fairly free hand in the initial Memorandum of Understanding although there was substantial dialogue between the Irish government and the Troika on overspending, competition, the safety net system and high pharmaceutical costs. Yet, in reality, Ireland imposed its own austerity package cutting on health resources and shifting costs onto families and private households. This caused a negative impact on the financial protection of households, acute hospital waiting lists and the health status of the population, albeit alongside some efficiencies. Nevertheless, there is hope for a better health care system with the cross-party development of the Sláintecare Plan to bring Universal Health care over a ten year period through expanded entitlements and system overhaul. Despite opposition from vested interests this is slowly being implemented.
O sistema de saúde irlandês pode ser caracterizado como um sistema Beverigeano fraco, sem direito a cuidados de saúde gratuitos e com substanciais listas de espera para casos agudos. Um pouco menos de metade da população tem, de forma voluntária, um seguro de saúde privado havendo dois níveis de acesso para cidadãos com casos agudos a médicos a exercer em vários setores. A Irlanda sofreu uma grave crise económica multifacetada a partir de 2008. O governo foi forçado a um resgate da Troika de €85 mil milhões no final de 2010 do qual saiu no final de 2013. O Memorando de Entendimento inicial tinha uma grande margem de manobra para o setor da saúde, embora tenha havido muito diálogo entre o governo irlandês e a Troika sobre o excesso de despesa, competitividade, sistemas de segurança e os elevados custos com medicamentos. No entanto, na realidade, a Irlanda impôs o seu próprio programa de austeridade, cortando recursos na saúde e mudando os custos para o lado das famílias. Isto teve consequências negativas na proteção social das famílias, agravamento das listas de espera hospitalares e, de uma forma geral, para o estado de saúde da população, embora se verificasse paralelamente alguma melhoria de eficiência. Ainda assim, há esperança num melhor sistema de saúde com o desenvolvimento interpartidário do Plano Sláintecare que tem como objetivo implementar num prazo de dez anos um sistema de saúde universal, através de uma revisão do sistema e do alargamento dos direitos. Apesar da oposição dos poderes instituídos, pouco a pouco, esta reforma tem vindo a ser implementada.