Author(s): Ferrè, Francesca ; Noto, Guido ; Vola, Frederico
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Author(s): Ferrè, Francesca ; Noto, Guido ; Vola, Frederico
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Economic and fiscal crisis and political instability has put the Italian health system under strain during the 2010-2014 period that saw accelerated ongoing political changes. Government interventions in the Italian NHS have taken the form of either urgent decrees or measures in the annual state budget law rather than systematic reforms and have mostly consisted in caps on specific spending areas [1]. At the same time, higher co-payments for outpatient care and drugs have been introduced, adding to private spending on health. On the other hand, the 2015-2017 policy period provided more room for designing and developing long-term policy reform tackling macro-system aspects (appropriateness and quality of hospital care or national chronic care plan). However, performance in terms of health protection and quality of care has showed large variation across regions, mainly (but not exclusively) between the northern and southern regions. The worsening economic conditions had a negative effect on access to health care services for the most vulnerable groups of the population and the short-term effect on health showed an increase in psychiatric disorders and quality of nutrition, posing major challenges in the long run. The political challenge ahead is the reconfiguration of powers between the national and regional governments, where more wealthy regions are calling for greater (full) fiscal decentralization.
Em Itália, a crise económica e fiscal e a instabilidade política colocaram o sistema de saúde sob tensão durante o período de 2010-2014, durante o qual ocorreram diversas mudanças políticas. A intervenção governamental no sistema de nacional de saúde italiano assumiu a forma de decretos urgentes ou itens na lei do orçamento anual em vez de se terem realizado reformas sistemáticas e consistiu essencialmente em cortes em áreas específicas de despesas (recursos humanos, bens e serviços, medicamentos). Ao mesmo tempo, aumentaram as comparticipações dos doentes nos copagamentos das taxas moderadoras e medicamentos, aumentando a despesa privada com saúde. Por outro lado, o período político de 2015-2017 deixou mais espaço de manobra para o desenvolvimento de políticas reformistas de longo prazo, abordando aspetos do macrossistema (adequação e qualidade dos cuidados hospitalares e plano nacional contra a dor). Contudo, o desempenho em termos da proteção da saúde e qualidade dos cuidados mostrou uma grande variabilidade regional, especialmente (mas não exclusivamente) entre as regiões do norte e sul. A degradação das condições económicas teve um efeito negativo no acesso aos serviços de saúde para os grupos mais vulneráveis da população e os efeitos a curto prazo na saúde mostram um aumento dos distúrbios psiquiátricos e na malnutrição, trazendo maiores desafios a longo prazo. O desafio político futuro será a reconfiguração dos equilíbrios de poder entre o governo nacional e os regionais, pois as regiões mais ricas exigem maior (ou total) descentralização fiscal.