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Spain’s health care system and the crisis: a case study in the struggle for a capable welfare state

Author(s): Ramón Repullo, José

Date: 2018

Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical


Description

The economic crisis (2009-2014) and the austerity policies (2010- …) have notably affected Spanish society, its public services and the public health system. Unemployment and labor regulation has deteriorated the labor market, creating poverty and inequality, and consolidating low salaries, part-time work and contractual precariousness. No short-term impact on health (morbi-mortality and perceived health) was observed (except perhaps in mental health), but problems are expected in the medium-long term.  The austerity has significantly affected the National Health System (NHS), imposing budget cuts close to 10%, through linear reductions in salaries, hiring and spending; but the NHS has been resilient, although it has accumulated structural tensions, has exhausted its reserves, and has accumulated waiting lists and criticism from patients. The need for reforms is clear, but distrust among all agents prevails.  The political change of 2015 (end of bipartisanship), the Catalan conflict since 2017, the change of government in 2018 (PSOE), and the elections of 2019, will influence the next future agenda, oscillating between a liberal-conservative model (public health stagnant with increasing flight from the middle classes to private health care), and a social reformist one (reinvestment in health care, although with controversies in management models). 

A crise económica (2009-2014) e as políticas de austeridade (2010-…) afetaram fortemente a sociedade espanhola, os seus serviços públicos e o sistema de saúde público. O desemprego e as leis de trabalho deterioraram o mercado de trabalho, gerando pobreza e desigualdades, consolidando baixos salários, trabalho a tempo parcial e precariedade do vínculo laboral. O impacto na saúde (morbi-mortalidade e perceção de saúde) não se verificou a curto prazo (exceto talvez na saúde mental), mas esperam-se problemas a médio-longo prazo.  A austeridade afetou significativamente o Sistema Nacional de Saúde (SNS) impondo cortes orçamentais perto dos 10%, através de reduções lineares dos vencimentos, da contratação e da despesa. Contudo, o SNS tem sido resiliente, embora tenha acumulado tensão estrutural, tenha esgotado as suas reservas e tenha acumulado listas de espera e críticas por parte dos doentes. A necessidade de reformas é óbvia, mas a desconfiança de todos os agentes envolvidos prevalece.  A mudança política de 2015 (fim do bipartidarismo), o conflito catalão desde 2017, a mudança para um governo dirigido pelo partido socialista em 2018 (), e as eleições de 2019, marcarão a agenda futura, que oscila entre um modelo liberal-conservador (estagnação da saúde pública com o crescente êxodo da classe média para o setor privado), e um modelo social reformista (com reinvestimento no sistema de saúde, embora com dúvidas quanto aos modelos de gestão). 

Document Type Journal article
Language English
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