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Come on, gentlemen: in the name of civilzations shoe up yourselves! The camping against the barfoot on the first half of the 20th century

Author(s): Ferreira, Tânia Sofia

Date: 2024

Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical


Description

 Since 1928, the Portuguese Social Prophylaxis League has led what would become one of its most emblematic and long-lasting campaigns, the fight against the “unseemly, unsightly and unhygienic habit of bare feet”. The initiative came about as part of the awareness of the high mortality rate, deformities and amputations of the lower limbs caused by tetanus, to which bare feet were continually subjected. The aim of this article is to analyse how the problem of bare feet was addressed, both by the League and by the municipal authorities, in the political and social context of the first half of the 20th century. At the same time, we intend to analyse the factors that explain the reception and/or social resistance that formed around the project to eradicate this public health problem during the period in question2 . The main source of information consulted was the Portuguese Social Prophylaxis League Fund, housed in the Oporto District Archive, which holds a huge collection of documents on the League’s initiatives in this area. The League’s initiatives, through conferences, leaflets, posters and newspaper articles, decisively influenced the political powers to take action against this problem. At the same time, we can see that the dynamism of this institution played an important role in educating and sensitising the population to adopt hygiene and public health practices. The problem of bare feet took on a dimension that went beyond the field of public health. It was also seen as a socio-economic, civilizational and even patriotic problem, which explains why the campaign was so well received at the beginning of the 20th century in Portugal.

 Depuis 1928, la Ligue Portugaise de Prophylaxie Sociale a mené ce qui allait devenir l’une de ses campagnes les plus emblématiques et les plus durables, la lutte contre “l’habitude inconvenante, inesthétique et non hygiénique des pieds nus”. Cette initiative est née de la prise de conscience du taux élevé de mortalité, de déformations et d’amputations des membres inférieurs causés par le tétanos, auquel les pieds nus étaient continuellement soumis. L’objectif de cet article est d’analyser la manière dont le problème des pieds nus a été abordé, tant par la Ligue que par les autorités municipales, dans le contexte politique et social de la première moitié du 20e siècle. En même temps, il s’agit d’analyser les facteurs qui expliquent la réception et/ou les résistances sociales qui se sont formées autour du projet d’éradication de ce problème de santé publique pendant la période en question3 . La principale source d’information consultée a été le fonds de la Ligue Portugaise de Prophylaxie Sociale, situé dans les archives du district de Porto, qui contient une vaste collection de documents sur les initiatives de la Ligue dans ce domaine. Les initiatives de la Ligue, par le biais de conférences, de brochures, d’affiches et d’articles de journaux, ont influencé de manière décisive les pouvoirs politiques pour qu’ils prennent des mesures contre ce problème. Parallèlement, on constate que le dynamisme de cette institution a joué un rôle important dans l’éducation et la sensibilisation de la population à l’adoption de pratiques d’hygiène et de santé publique. Le problème des pieds nus a pris une dimension qui dépassait le domaine de la santé publique. Il était également perçu comme un problème socio-économique, civilisationnel et même patriotique, ce qui explique que la campagne ait été si bien accueillie au début du 20e siècle au Portugal.

 Desde 1928 que a Liga Portuguesa de Profilaxia Social protagonizou aquela que viria a ser uma das suas campanhas mais emblemáticas e duradouras, a luta contra o “indecoroso, inestético e anti-higiénico hábito do pé descalço”. A iniciativa surgia no âmbito da tomada de consciência da elevada mortalidade, deformações e amputações realizadas aos membros inferiores, provocadas pelo tétano, a que os pés desnudados estavam continuamente sujeitos. O objetivo deste artigo passa por analisar o modo como foi abordado o problema do pé descalço, tanto pela Liga como pelas autoridades municipais, no contexto político-social da primeira metade do século XX. Simultaneamente, pretendemos analisar os fatores que explicam o acolhimento e/ou as resistências sociais que se formaram em torno do projeto de erradicação deste problema de saúde pública, no período destacado1 . A principal fonte de informação consultada foi o Fundo da Liga Portuguesa de Profilaxia Social, sediado no Arquivo Distrital do Porto, que guarda um imenso núcleo documental sobre as iniciativas da Liga a este respeito. Através de conferências, folhetos, cartazes e artigos nos jornais, a Liga influenciou decisivamente os poderes políticos a tomar medidas contra este problema. Ao mesmo tempo, verificamos que o dinamismo desta instituição teve um papel importante na educação e sensibilização da população para a adoção de práticas de higiene e saúde pública. O problema do pé descalço adquiriu uma dimensão que extravasou o campo da saúde pública. Foi encarado igualmente como um problema socioeconómico, civilizacional e até patriótico, o que explica o grande acolhimento que a campanha teve nos inícios do século XX em Portugal.

Document Type Journal article
Language Portuguese
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