Document details

About national Languages of Angola

Author(s): Boal, Manuel Rodrigues

Date: 2024

Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical


Description

The article addresses the issue related to the situation of the national languages of former european colonies in Africa, more specifically the case of Angola where the status of Portuguese as an official language remains the exclusive reference in State administration, education, including in primary and pre-school instruction, with negative effects not only on children’s academic performance but also on the memory of Angolans’ cultural identity. It should be noted that since the country’s independence, measures have been taken to prevent the disappearance of African languages, and to entrust the State with the duty of protecting, valuing and dignifying them, enshrined in the Constitution. In this context, the Institute of National Languages was created, which assumes the essential role of research aimed at knowing and disseminating everything there is to know about national languages, including themes related to the oral tradition conveyed by them to successive generations during centuries. There is still a lot to be done to achieve the greater objective of entrusting these languages with a role in education, literacy, administration, communication in general and culture. It is very unlikely that there will be consensus on the candidacy of one of the national languages for the status of main language. The best alternative would be to adopt bilingualism between the dominant national language in each Region or group of Provinces, and Portuguese as a second language. This being decided and achieved, based on a broad dialogue in which communities or their representatives must participate, the rest will flow naturally: choosing the alphabet to use in harmonizing the writing of the different languages; preparation of teaching resources necessary for the process; teacher training for future teachers.

L’article examine la question des Langues nationales/ Langues africaines dans les anciennes colonies européennes d’Afrique, avec accent sur le cas de l’Angola où, le Portugais, devenue langue officielle continue à jouer, en exclusivité, le rôle de langue de l’administration de l’Etat, langue de l’éducation y compris dans l’enseignement primaire et dans le préscolaire, avec des effets négatifs sur la formation et le rendement scolaire des enfants, sans négliger l’oubli dans lequel se trouve, en conséquence, la mémoire de l’identité culturelle des angolais. Il faut savoir que des mesures ont été prises, dès l’indépendance, sur les Langues nationales, y compris l’inscription dans la Constitution du devoir, attribué à l’État, de protéger, valoriser et dignifier les Langues nationales. Dans ce contexte il a été créé L’Institut des Langues Nationales chargé d’étudier et divulguer toute connaissance sur lesdites langues sans oublier les thèmes liés à la tradition orale, transmis pendant des siècles, à des générations successives. Il y a encore un long chemin à suivre pour atteindre l’objectif principal, à savoir, rendre aux langues en question le rôle qui leur revient dans l’éducation, dans l’administration, la communication en général et dans la culture. Il est très peu probable qu’il y ait un consensus sur la candidature de l’une des langues nationales au statut de langue principale. La meilleure alternative serait adopter le bilinguisme entre la Langue nationale dominante dans chaque Région ou groupe de Provinces, et le Portugais comme seconde langue. Cela décidé et accompli, sur la base d’un vaste dialogue avec les communautés concernées ou leurs représentants, tout le reste sera atteint facilement: le choix de l’alphabet à utiliser dans l’harmonisation de l’écriture des diverses langues; l’élaboration des textes didactiques nécessaires au processus; la formation des professeurs des futurs enseignants.

 O artigo aborda a questão relacionada com a situação das Línguas nacionais/Línguas africanas das antigas colónias europeias de África, com tónica sobre o caso de Angola onde o estatuto do Português enquanto língua oficial, continua a mantê-lo como referência exclusiva na administração do Estado, na educação, incluindo no ensino primário e no pré-escolar, com efeitos negativos não só sobre o rendimento escolar das crianças como no que respeita à memória da identidade cultural dos angolanos. De notar que desde a independência do país, se tomaram medidas no sentido de se prevenir o desaparecimento das línguas africanas, e de incumbir ao Estado o dever de proteger, valorizar e dignificar as Línguas nacionais, inscrito na Constituição. Nesse contexto foi criado o Instituto das Línguas Nacionais, que assume o essencial relativamente à investigação destinada a conhecer e divulgar tudo sobre as mesmas, incluindo os temas ligados à tradição oral por elas veiculados a sucessivas gerações durante séculos. Há ainda muito a fazer para se atingir o objectivo maior que consiste em confiar às referidas línguas o papel que lhes compete na educação, na alfabetização, na administração, na comunicação em geral e na cultura. É muito pouco provável haver consenso sobre a candidatura de uma das línguas nacionais ao estatuto de Língua principal. A melhor alternativa seria adoptar o bilinguismo entre Língua nacional dominante em cada Região ou grupo de Províncias, e o Português como língua segunda. Isso decidido e conseguido, na base de um largo diálogo em que as comunidades ou seus representantes devem participar, o resto fluirá naturalmente: a escolha do alfabeto a utilizar na harmonização da escrita das diversas línguas; a elaboração dos recursos didáticos necessários ao processo; a formação dos professores dos futuros professores.

Document Type Journal article
Language Portuguese
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