Author(s): Azevedo Barros, Luiz Arthur
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Author(s): Azevedo Barros, Luiz Arthur
Date: 2018
Origin: Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical
This article seeks to present as were performed the steps that led to the construction of the Leprosarium Colonia de Itanhenga, opened in 1937, for the compulsory isolation of lepers that existed in the State of Espírito Santo. For many years, the few cases of leprosy registered in the State led to believe that this was a region indene to this disease. However, with the arrival of the doctor Pedro Fontes, in August 1927, appointed to head the Inspectorate of Prophylaxis of Leprosy and Venereal Diseases, the actual situation was identified. In 1932, after the completion of census conducted in the state, it was confirmed 334 cases of leprosy. Given this situation, Pedro Fontes sought the support of the State Government for the construction of a leprosarium to receive these patients. The construction of this leprosarium was inserted in the restructuring period and centralization of Brazilian public health, which occurred during the Government of President of the Republic Getúlio Vargas, between 1930 e 1945, in which it recorded a great attention to leprosy endemic in Brazil. The main action of the policy established by the Minister of Education and Health Gustavo Capanema to prevent the spread of the disease was the construction of leprosarium in different regions of the country. The particular case of the State of Espírito Santo and the construction of Itanhenga Cologne can be valuable for the comparative study of the efforts made by government authorities and civil society in the fight against leprosy in similar historical contexts. For this study were used the following textual sources: documents, letters and forms that belong to the personal archive of Gustavo Capanema, deposited in the Centre of Research and Documentation of Contemporary History of Brazil / Getulio Vargas Foundation; News and articles published in newspapers of the States of Rio de Janeiro and Espírito Santo; books and articles written by the doctor Heraclides Cesar de Souza-Araujo, published in the Instituto Oswaldo Cruz Memories magazine; messages and reports from the State Government of Espírito Santo.
Este artigo procura apresentar como foram executadas as etapas que levaram à construção do leprosário Colónia de Itanhenga, inaugurado em 1937, destinado ao isolamento compulsório dos leprosos que existiam no estado do Espírito Santo. Durante muitos anos, os poucos casos de lepra registrados no estado levaram a crer que esta era uma região indene à esta doença. Porém, com a chegada do médico Pedro Fontes, em agosto de 1927, indicado para chefiar a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, a real situação foi identificada. Em 1932, após a conclusão de censo efetuado no estado, foram confirmados 334 casos de lepra. Diante deste quadro, Pedro Fontes buscou o apoio do Governo Estadual para a construção de um leprosário para receber estes doentes. A construção deste leprosário estava inserida no período de reestruturação e centralização da saúde pública brasileira, ocorrida durante o governo do Presidente da República Getúlio Vargas, entre 1930 e 1945, em que se registrou uma grande atenção à endemia de lepra no Brasil. A principal ação da política estabelecida pelo Ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema, para impedir o avanço da doença foi a construção de leprosários em diversas regiões do país. O caso particular do estado do Espírito Santo e da construção da Colónia de Itanhenga pode ser valioso para o estudo comparativo dos esforços efetuados por autoridades governamentais e pela sociedade civil para a luta contra a lepra em contextos históricos semelhantes. Para este estudo foram utilizadas as seguintes fontes textuais: documentos, cartas e impressos que pertencem ao arquivo pessoal de Gustavo Capanema, depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil / Fundação Getúlio Vargas; notícias e matérias publicadas nos jornais dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo; livros e artigos escritos pelo médico Heraclides Cesar de Souza-Araujo, publicados na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz; mensagens e relatórios de governo do estado do Espírito Santo.