Autor(es):
Xin, Wang ; YU, Peilin
Data: 2026
Origem: Revista Internacional em Língua Portuguesa
Assunto(s): Postcolonial cinema; Chinese immigrants in Angola; Cultural representations; Urban studies; Visual analysis; Cinema pós-colonial; Imigrantes chineses em Angola; Representações culturais; Estudos urbanos; Análise visual
Descrição
Drawing on a theoretical and methodological framework that combines postcolonial theory, particularly dystopian, urban, and migration studies, with visual analysis, this article examines the representations of Chinese immigrants in Luanda in the Angolan film Nossa Senhora da Loja do Chinês (2022). By analyzing key visual motifs from the film, it highlights how the film depicts small Chinese traders as a hegemonic, profit-driven, and socially detached presence, while overlooking the multiple motives and sociocultural logics shaping the Chinese experience in Angola, thus producing a stereotypical and simplified reading of the dynamics and the complex socio-historical process of Chinese migration in Angola. Ultimately, it underscores the complexity of post-war and postcolonial Angolan society and calls for a more critical approach to the diverse presences and subjectivities composing its social fabric, thereby fostering mutual understanding between Angolan society and its immigrant populations.
Com base num enquadramento teórico e metodológico que combina a teoria pós-colonial, em particular os estudos distópicos, urbanos e migratórios, com a análise visual, este artigo examina a representação dos imigrantes chineses em Luanda no filme angolano Nossa Senhora da Loja do Chinês (2022). Ao analisar as principais representações visuais do filme, destaca-se como este retrata os pequenos comerciantes chineses como uma presença hegemónica, orientada pelo lucro e socialmente distante, ao mesmo tempo que ignora os múltiplos motivos socioculturais que moldam a experiência chinesa em Angola, produzindo assim uma leitura estereotipada e simplificada do complexo processo socio-histórico da migração chinesa no país. Em última instância, este artigo sublinha a complexidade da sociedade angolana pós-guerra e pós-colonial, e apela a uma abordagem mais crítica face às diversas presenças e subjetividades que compõem o seu tecido social, promovendo, deste modo, uma compreensão mútua entre a sociedade angolana e as suas populações imigrantes.