Autor(es):
Lopes, Paulo ; Truta, Raquel
Data: 2026
Origem: Revista Ciência Aberta Lusófona
Assunto(s): Ciência Aberta; Interoperabilidade; Metadados; Identificadores Persistentes; Persistent Identifiers; Metadata; Interoperability; Open Science; Ciencia Abierta; Acceso a la información; Metadatos; Identificadores Persistentes
Descrição
A Ciência Aberta consolidou‑se como um paradigma estruturante da investigação científica, promovendo o acesso, a reutilização e a transparência do conhecimento. Em Portugal, este compromisso encontra‑se formalizado em instrumentos legais e políticos, incluindo a Política de Acesso Aberto da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que estabelece requisitos específicos para publicações e dados resultantes de investigação financiada com fundos públicos. A concretização destes princípios depende fortemente da interoperabilidade entre sistemas de informação científica e da qualidade dos metadados produzidos nas fontes primárias. O RCAAP – Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal – tem desempenhado um papel central neste ecossistema, promovendo boas práticas de normalização, validação e integração da informação científica desde o seu lançamento. Este trabalho foi progressivamente reforçado através da adoção de identificadores persistentes, da integração com sistemas nacionais de gestão da ciência e da adoção de guidelines internacionais. No âmbito de um financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram recentemente concluídos dois desenvolvimentos estruturantes para o ecossistema RCAAP. O primeiro consiste na reconstrução do frontend do Portal RCAAP, com base no VuFind 10, adotando um modelo orientado a entidades e relações entre publicações, autores, organizações e projetos de financiamento. O segundo corresponde ao desenvolvimento de um novo validador de metadados baseado em OAI‑PMH, com perfis de validação alinhados com políticas nacionais e internacionais e com foco na utilização de identificadores persistentes. Estes desenvolvimentos visam reforçar a interoperabilidade, melhorar a qualidade dos metadados, aumentar a visibilidade da produção científica nacional e consolidar o papel do RCAAP como infraestrutura crítica para a Ciência Aberta em Portugal.