Autor(es):
Pulido Valente, Vasco
Data: 1995
Origem: Análise Social
Assunto(s): levantamentos miguelistas; constitucionalismo ibérico; levantamento militar; pronunciamento militar; Miguelist risings; Iberian constitutionalism; military rebellion; military rising; .; levantamentos miguelistas; levantamentos miguelistas; constitucionalismo ibérico; constitucionalismo ibérico; levantamento militar; levantamento militar; pronunciamento militar; pronunciamento militar; Miguelist risings; Miguelist risings; Iberian constitutionalism; Iberian constitutionalism; military rebellion; military rebellion; military rising; military rising; .; .
Descrição
This study describes and analyses the Miguelist risings against the Carta Constitucional in 1826 and 1827. At the beginning these had only national resources, but later the Spanish state gave help which, although not secret, was at least discreet. As well as attempting to clarify a confusing period at the start of Iberian constitutionalism, the examination of armed confrontations of this time aims to help define one type of army intervention - the rising. Pereira Marques (according to Busquets) assigns the main role in a rising to militias and guerillas. Other authors such as Baquer define a rising as the support of militias to an earlier military «gesture», but do not consider the relative importance of the two entities. The study published here attempts to show that a classic rebellion and a rising differ neither in the prominence of the militias nor because there must have been an initial revolt. The difference is in the function of the militias. During a rebellion they perform secondary tasks such as supply, communications, and sometimes garrison duties. On the other hand, during a rising the militias have crucial roles because the weakness of the rebel soldiers makes them take the dispute out of the strictly professional area. In order to capture government territory and occupy it, rebel soldiers set up an alliance with the people, who, in theory at least, support them. Finally, in relation to the 1826-1827 dispute, a study is made of the rebels' and loyalists' respective strategic advantages and disadvantages, from unity of command to the quality of the troops and the tactical objectives of their course of action.
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Este estudo descreve e analisa os «levantamentos miguelistas» contra a Carta Constitucional em 1826 e 1827. «Levantamentos» que começaram somente com recursos domésticos e que, depois, continuaram, com o apoio, se não secreto, pelo menos discreto, do Estado espanhol. Além de tentar esclarecer um período confuso das origens do «constitucionalismo» ibérico, o exame dos confrontos armados desta época pretende ajudar a definir um «tipo» de intervenção do exército: o «levantamento». Pereira Marques (de acordo com Busquets) atribui um «papel preponderante» às milícias e às «guerrilhas» nos «levantamentos» e outros autores, como Baquer, definem «levantamento» como o apoio de milícias a um «gesto» militar anterior, sem considerarem a essencial importância relativa dos dois elementos. O estudo que agora se publica deseja demonstrar que a diferença entre o «pronunciamento» clássico e o «levantamento» não está na simples «preponderância» das milícias, nem na indispensável precedência da revolta da «primeira linha». Está na função das milícias. No «pronunciamento», elas desempenham funções secundárias (abastecimento, correios, tarefas ocasionais de guarnição); no «levantamento», pelo contrário, as milícias desempenham funções cruciais, porque a fraqueza dos militares «rebeldes» os leva a retirar a querela do campo estritamente corporativo e a estabelecer uma aliança com a população (que, em teoria, os aprova) para conquistar território ao governo e o ocupar. Finalmente, a história da grande querela de 1826-1827 propõe-se observar as vantagens e desvantagens estratégicas e políticas de «rebeldes» e «fiéis», desde a unidade de comando até à qualidade das tropas e aos objectivos tácticos de percurso.