Autor(es): Romeiras Amado, Maria ; Manique da Silva, Carlos
Data: 2026
Origem: Revista Portuguesa de Educação
Assunto(s): Artigos
Autor(es): Romeiras Amado, Maria ; Manique da Silva, Carlos
Data: 2026
Origem: Revista Portuguesa de Educação
Assunto(s): Artigos
Seguindo o exemplo de diversos países da Europa e América no final do século XVIII e século XIX, Portugal teve a sua primeira escola para alunos cegos em 1888. O internato Asilo-Escola António Feliciano de Castilho foi um projecto pedagógico fundado pela Associação Promotora para o Ensino dos Cegos que resultou num edifício escolar deveras interessante, com uma personalidade única. Baseados nas plantas originais, relatórios institucionais, entrevistas e fotografias, pretendemos dar ênfase ao espaço vivido, que definiu esta escola sobre o espaço planeado, assim como à sua contribuição para o conceito de “black box of schooling” e para a história da educação de alunos cegos. A coleção de fontes possibilitou-nos um ponto de vista interno e externo da sala de aula, suportado pelos relatos na primeira pessoa e na análise da materialidade especializada. Analisámos a planta original de 1910, as grandes remodelações ocorridas em 1969/1970, e apresentámos as vivências espaciais e suas problemáticas à luz dos temas da cegueira e da educação. Não é possível compreender a evolução histórica da dimensão espacial da instituição em separado da ação que nela decorreu. Assim, a experiência da arquitectura é dinâmica no tempo e no espaço. Concluímos o nosso escrito propondo novas linhas de pesquisa que possibilitem a exploração dinâmica entre espaço, pedagogia e sujeitos.
Following several countries in Europe and America in the late 18th and 19th centuries, Portugal also had its first school for blind students in 1888. The boarding school Asilo-Escola António Feliciano de Castilho was a project founded by Associação Promotora para o Ensino dos Cegos that resulted in a very interesting building, with a unique personality. Based on original plans, institutional reports, interviews and photographs, we will emphasize the lived space that defined this school over the planned space and its contribution to the “black box of schooling” and to the history of education of the blind. The collection of sources allowed us a viewpoint both from inside and outside the classroom, informed by first-person accounts and the analysis of the specific materiality. We analyze the original building plan of 1910, its main changes in 1969/1970, and present these spatial lived problematics in light of the theme of blindness and education. It is not possible to understand the historical evolution of the spatial dimension apart from the action that takes place within. Therefore, the experience of architecture is dynamic both in time and space. We conclude our writing by proposing new lines of research to explore the organic relationship between space, pedagogy and subjects.
Siguiendo el ejemplo de diversos países de Europa y América a finales del siglo XVIII y siglo XIX, Portugal tuvo su primera escuela para alumnos ciegos en 1888. El internado Asilo-Escuela António Feliciano de Castilho fue un proyecto pedagógico fundado por la Asociación Promotora para la Enseñanza de los Ciegos que resultó en un edificio escolar muy interesante, con una personalidad única. Basados en las plantas originales, informes institucionales, entrevistas y fotografías, pretendemos dar énfasis al espacio vivido, que definió esta escuela sobre el espacio planeado, así como a su contribución al concepto de "black box of schooling" y a la historia de la educación de alumnos ciegos. La colección de fuentes nos permitió un punto de vista interno y externo del aula, apoyado por los relatos en primera persona y en el análisis de la materialidad especializada. Analizamos la planta original de 1910, las grandes remodelaciones ocurridas en 1969/1970, y presentamos las vivencias espaciales y sus problemáticas a la luz de los temas de la ceguera y de la educación. No es posible comprender la evolución histórica de la dimensión especial de la entidad por separado de la acción que en ella ocurre. Así, la experiencia de la arquitectura es dinámica en el tiempo y en el espacio. Concluimos nuestro escrito proponiendo nuevas líneas de investigación que posibiliten la exploración dinámica entre espacio, pedagogía y sujetos.