Autor(es): Freitas, Ema ; Picão de Carvalho, Clara ; Nogueira, Mariana ; Esteves, Isabel ; de Castro Faria, Hugo
Data: 2026
Origem: NASCER E CRESCER - BIRTH AND GROWTH MEDICAL JOURNAL
Assunto(s): Clinical Case Reports
Autor(es): Freitas, Ema ; Picão de Carvalho, Clara ; Nogueira, Mariana ; Esteves, Isabel ; de Castro Faria, Hugo
Data: 2026
Origem: NASCER E CRESCER - BIRTH AND GROWTH MEDICAL JOURNAL
Assunto(s): Clinical Case Reports
Group A streptococci commonly causes non-invasive infections like tonsillitis and skin infections, but rarely causes invasive infections, such as bacteraemia and meningitis. Invasive streptococcal disease increased in Europe in 2022 and 2023, but rates returned to prepandemic levels in 2024. GAS meningitis remains rare. This case highlights a 13-month-old healthy child with fever, irritability alternating with periods of prostration, and petechial rash, diagnosed with Group A streptococcal meningitis. She was treated initially with ceftriaxone and vancomycin and later with penicillin based on culture results. Despite clinical and analytical improvement, persistent fever prompted further investigations, ruling out complications or other infections. The fever resolved after switching to ceftriaxone, suggesting drug-induced fever due to penicillin hypersensitivity. No neurological sequelae were detected in this case. Although rare, Group A streptococcal meningitis poses significant risks of morbidity and mortality, emphasising the need for prompt recognition and appropriate treatment.
O Streptococcus do grupo A causa frequentemente infeções não invasivas, como amigdalite e infeções cutâneas, sendo as infeções invasivas, como bacteriemia, e meningite, raras. Tem sido reportado um aumento das infeções invasivas, particularmente na Europa, embora a meningite por Streptococcus do grupo A continue a ser rara. Descrevemos o caso de uma criança saudável, de 13 meses, diagnosticada com meningite a Streptococcus do grupo A com febre, irritabilidade, prostração e exantema petequial. Tratada inicialmente com ceftriaxone e vancomicina, e posteriormente ajustado para penicilina com base nos resultados das culturas. Apesar da melhoria clínica e analítica, a febre persistente levou a investigação adicional e exclusão de complicações ou outras infeções. Após a alteração para ceftriaxone, a febre cedeu sugerindo febre induzida por hipersensibilidade à penicilina. Não foram detetadas sequelas neurológicas. Embora rara, a meningite por Streptococcus do grupo A apresenta significativa morbimortalidade, o que torna importante o reconhecimento e tratamento precoce.